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14/08/2018

Policiais e bombeiros decidem paralisar atividades no Dia da Independência

Os policiais e bombeiros militares estaduais, oficiais e praças, decidiram em assembleia, na tarde desta segunda-feira, 13, que irão paralisar suas atividades no próximo 7 de setembro, data em que se comemora a Independência do Brasil.
A reunião teve como pauta principal o atraso no pagamento do décimo terceiro salário referente ao ano de 2017. Os agentes decidiram que, caso o salário não seja pago antes do dia 7 de setembro, o Estado ficará sem policiamento, e os membros da categoria não participarão dos tradicionais desfiles do Dia da Independência.
“Ainda esta semana iremos enviar um documento oficial comunicando os comandos e Governo sobre a decisão desta Assembleia, e, se o pagamento não for efetivado, os policiais e bombeiros militares vão parar, e isso inclui a nossa participação no desfile cívico”, disse a subtenente Márcia Carvalho, presidente em exercício da Associação dos Subtenentes e Sargentos Policiais e Bombeiros Militares do RN.
A decisão foi tomada em assembleia realizada na sede da Associação dos Subtenentes e Sargentos Policiais e Bombeiros Militares do RN (ASSPMBMRN), localizada no Alecrim.
De acordo com a associação, os pagamentos não foram cumpridos na totalidade e não alcançaram os militares estaduais.
“Os policiais e bombeiros militares são os responsáveis diretos pela segurança do estado, são os que estão mais expostos, com suas vidas em risco todos os dias. No entanto, também são desvalorizados com os piores salários e piores condições de trabalho entre os servidores estaduais. O pagamento do salário em dia e a efetivação do décimo terceiro são ações mínimas para a categoria diante de todo o nosso contexto”, concluiu Márcia.

Agora RN


13/07/2018

Policiais civis do Estado fecham delegacias de Natal em manifestação nesta sexta

Os policiais civis do Rio Grande do Norte realizam nesta sexta-feira, 13, um protesto reivindicando o pagamento do 13° salário de 2017, a ação foi chamada Operação Zero. Os agentes e escrivães se concentram na sede da Delegacia Geral, em Natal-RN, desde ás 7h, e o protesto deve ir até as 17h. Em Natal só a Delegacia de Plantão da Zona Norte está atendendo a população, já no interior os registros de ocorrências e flagrantes estão sendo feitos nas delegacias regionais.
Segundo a categoria, a Operação Zero será realizada para cobrar do Governo do Estado o pagamento do 13º salário (2017) dos Policiais Civis, pagamento dos pensionistas da Polícia Civil, o pagamento das promoções, incluindo retroativos, a reestruturação das delegacias, bem como o cumprimento do Termo de Acordo assinado pelo governador ainda em janeiro, e a retomada das negociações do projeto de reestruturação dos Servidores da Sesed.
“Infelizmente, o Governo não tem tratado os Policiais Civis como tem atendido outras categorias da Segurança Pública. A prioridade tem sido investir em propaganda de ostensividade para tentar enganar a população e esconder o verdadeiro problema da Segurança, que é a falta de investimentos em ferramentas de investigação e inteligência policial”, comenta Nilton Arruda, presidente do SINPOL-RN.
Na noite de segunda-feira (9), os agentes e escrivães se reuniram em Assembleia Geral na sede do SINPOL-RN e deliberaram pela Operação Zero.

Agora RN

05/07/2018

Greve dos caminhoneiros faz produção industrial cair 10,9% em maio, diz IBGE

A produção industrial caiu 10,9% em maio ante abril, na série com ajuste sazonal, divulgou nesta quarta-feira, 4, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A queda foi o segundo pior desempenho em toda a série histórica da Pesquisa Industrial Mensal . O recuo foi o mais acentuado desde dezembro de 2008, quando tinha registrado uma perda de 11,2%.
Com a queda, a indústria ficou em patamares próximos aos registrados no final de 2003. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, a queda de 6,6% em maio foi a mais aguda desde outubro de 2016, quando a indústria encolheu 7,3%, além de ter interrompido uma sequência de 12 meses seguidos de taxas positivas. No ano, a indústria teve alta de 2,0% e em 12 meses, a produção da indústria acumulou avanço de 3,0%.
O gerente da pesquisa, André Macedo, explicou que a principal causa para esse resultado foi a paralisação dos caminhoneiros durante o mês de maio. “A greve desarticulou o processo de produção em si, seja pelo abastecimento de matéria prima, seja pela questão da logística na distribuição. A entrada do mês de maio caracterizou uma redução importante no ritmo de produção”, disse.
O resultado veio dentro das expectativas dos analistas ouvidos pelo Projeções Broadcast, que esperavam desde uma queda de 18,00% a 4,60%, com mediana negativa de 14,00%.
Efeitos. O estrategista-chefe do Banco Mizuho, Luciano Rostagno, avalia que o setor deve ter apenas recuperação parcial em junho. Mas mesmo que a atividade recupere o nível de produção de abril, o resultado do segundo trimestre ainda seria negativo de 2,8%, segundo suas contas.
“A indústria não deve crescer dois dígitos em junho. Deve ter alguma perda decorrente da greve e da confiança que também foi impactada”, avalia. “É muito provável que o resultado da PIM no segundo trimestre seja bastante ruim. Assim, o PIB do período pode ser negativo, mas não tem como fazer nenhuma projeção confiável. É preciso esperar os dados de junho”, diz, completando que a indústria deve ter sido a atividade mais afetada pelo bloqueio nas estradas.
Segmentos. A produção da indústria de bens de capital teve queda de 18,3% em maio ante abril. Na comparação com maio de 2017, o indicador mostrou redução de 6,6% e em 12 meses, a taxa ficou positiva em 8,8%.
Em relação aos bens de consumo, a pesquisa registrou queda de 15,4% na passagem de abril para maio. Na comparação com maio de 2017, houve redução de 9,7%. No ano, a produção de bens de consumo subiu 3,0%. No acumulado em 12 meses, o avanço foi de 3,9%.
Na categoria de bens de consumo duráveis, o mês de maio foi de recuo de 27,4% ante abril, o pior desempenho da série histórica iniciada em 2002. Em relação a maio de 2017, houve diminuição de 11,9%. Entre os semiduráveis e os não duráveis, houve queda na produção de 12,2% em maio ante abril, também recorde na série histórica. Na comparação com maio do ano passado a produção encolheu 9,1%.
Para os bens intermediários, o IBGE informou que a produção reduziu 5,2% em maio ante abril. Em relação a maio do ano passado, houve uma perda também de 5,2%. No ano, os bens intermediários tiveram aumento de 0,7%. Em 12 meses, houve elevação de 1,8% na produção. O índice de Média Móvel Trimestral da indústria teve queda de 3,4% em maio.

Estadão

06/06/2018

Caminhoneiros prometem nova greve se tabela de fretes for alterada

Caminhoneiros paralisaram atividades por 11 dias e tabela de preço mínimo do transporte rodoviário foi uma das promessas do governo para interromper a greve (Miguel Schincariol/AFP)

Enquanto as empresas transportadoras se movimentam para mudar a tabela do frete mínimo, os caminhoneiros acompanham, ressabiados, o andamento das negociações em Brasília. Nesta quarta-feira 6, o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, disse que a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) vai buscar uma readequação para os valores previstos na tabela.
Nas redes sociais, os motoristas temem que o lobby dos grandes grupos consiga derrubar a tabela recém-instituída pelo governo como contrapartida ao fim da greve. Mas eles prometem resistir. “Se essa tabela cair, vai ter uma greve pior que a última. E aí não vai ter negociação, pois eles vão querer provar para o mundo que são fortes, vai ser uma grande revolta”, diz Ivar Luiz Schmidt, representante do Comando Nacional do Transporte (CNT) e que foi o grande líder da paralisação de 2015.
Foi ele quem criou os primeiros grupos de caminhoneiros no WhatsApp para organizar os protestos daquele ano. Hoje, Schmidt participa de quase noventa grupos na rede. “Está todo mundo só esperando que a tabela seja derrubada para parar tudo de novo”, afirma. “E, pelo que estou vendo no WhatsApp, pode ter certeza de que isso vai acontecer.”
A tabela de preço mínimo do transporte rodoviário – definida às pressas pelo governo para interromper a greve na semana passada – é considerada a maior vitória dos caminhoneiros nos últimos tempos. Mas, diante da reação do empresariado (principalmente representantes do agronegócio), eles começam a temer que essa conquista esteja com os dias – ou horas – contados.
“Não vejo coisa muito boa vindo pela frente, mas vamos lutar para encontrar um meio-termo para ambas as partes”, afirma o presidente da Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam), José Fonseca Lopes, que esteve à frente das negociações com o governo na greve encerrada na semana passada. Ele deve participar nesta quarta-feira 6 de uma reunião com a Casa Civil para discutir o assunto. “Esperamos encontrar um denominador comum que não prejudique o caminhoneiro. Caso contrário, podem esperar uma nova rebelião.”
O presidente da Abcam afirma que uma tabela de preço mínimo vinha sendo negociada no Congresso antes da greve e de a medida provisória ser emitida. Schmidt afirma que desde 2016 essa proposta vem sendo negociada, sem sucesso – com as condições precárias de trabalho dos motoristas de caminhão no Brasil sendo ignoradas.
“Hoje, não existe categoria mais massacrada que o caminhoneiro. Há trinta anos esse profissional vem sendo explorado”, diz Schmidt, do CNT. Na avaliação dele, se os motoristas autônomos permitirem que o governo elimine essa tabela em favor das transportadoras, eles estarão perdendo uma grande oportunidade de melhorar a qualidade de seu trabalho.

Veja, com Estadão

31/05/2018

Operação libera caminhões presos em bloqueios nas BRs 101 e 405 no RN

Policiais negociaram com os manifestantes e caminhões que estavam parados na mobilização obrigados foram liberados. A BR-101 em Parnamirim foi um dos primeiros pontos de mobilização a se formar no RN.

Uma operação de forças de segurança liberou no fim da tarde desta quarta-feira (30) os caminhões que estavam presos na mobilização na BR-101, em Parnamirim, na Grande Natal, e na BR-405 em Apodi, na região Oeste do estado. Com isso, não há pontos de bloqueio a motoristas e todos os veículos de carga podem transitar pelas rodovias do RN. Permanecem nos acostamentos apenas os caminhões que fazem parte da mobilização. Este é o 10º dia de greve de caminhoneiros no RN.

A BR-101, em Parnamirim, foi um dos primeiros pontos de mobilização dos caminhoneiros no RN. A Polícia Rodoviária atuou na liberação do local. Com a chegada dos policiais ao local, manifestantes ocuparam as pistas da BR-101 no sentido Parnamirim e interditaram todas as pistas. O trânsito ficou totalmente bloqueado por alguns minutos, mas após negociação com a PRF a via foi liberada novamente.

Os caminhões que saíam da mobilização eram alvo de pedras e cocos jogados por manifestantes. A PM foi acionada e, em seguida, a situação foi controlada.

PRF atuou na liberação da BR-101 em Parnamirim, no RN (Foto: Lucas Cortez/G1)


O bloqueio em Parnamirim contava com centenas de caminhões. Muitos estavam no local obrigados. Na manhã desta terça, uma equipe do G1 flagrou o momento em que manifestantes abordaram um caminhão e obrigaram o motorista a encostar o veícula na marginal da BR-101, em Parnamirim.

Em Apodi, participaram da liberação dos caminhões a PRF, PM e Força Nacional. Com a liberação desses dois locais, o RN não tem mais nenhum ponto de mobilização.

Reflexos da greve

No 10º dia de greve dos caminhoneiros pelo menos oito cidades do estado suspenderam as aulas nas escolas municipais. Em Natal, os ônibus circularam com frota reduzida, somente 70% saíram às ruas.

O estado também sofre com a falta de combustíveis. Segundo o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do RN, em todos os postos do estado (aproximadamente 580) está faltando pelo menos um tipo de combustível, seja gasolina, etanol ou mesmo óleo diesel.

Na economia, vários setores foram prejudicados com a greve. De acordo com a Federação das Indústrias do RN, setores da economia potiguar tiveram queda de até 100% nas vendas durante greve dos caminhoneiros.

Durante a liberação da BR-101, manifestantes ocuparam todas as vias da rodovia para tentar impedir a passagem dos caminhões (Foto: Lucas Cortez/G1)


G1 RN

Greve dos caminhoneiros impactou 21 setores da indústria potiguar, aponta levantamento

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Levantamento feito pela Unidade de Economia e Estatística da Federação das Industrias do Rio Grande do Norte (Fiern), nos dias 29 e 30 de maio, mostra que  a greve dos caminhoneiros afetou fortemente, pelo menos, 21 importantes segmentos industriais do Estado nos últimos dez dias, de 23 consultados pela Fiern, destaca a Tribuna do Norte
Entre os mais atingidos estão os segmentos de açúcar e álcool; o cerâmico; o cafeeiro, a produção de sorvetes e polpas de frutas e o de laticínios. O impacto da paralisação dos caminhoneiros foi medido a partir de consultas diretas aos industriais e executivos dos setores.
Na construção civil, o problema começou no sábado (26), quando as empresas do setor  ficaram sem matéria-prima, principalmente cimento e concreto, e sem óleo diesel. Com isso, 15% da produção foi impactada, comparando o período dos últimos dez dias com a média  durante períodos de normalidade. Considerando somente os últimos cinco dias, a situação se agravou com redução de 30% e de 15% do faturamento. Há relatos, segundo o levantamento, de melhora na produção no dia 30 de maio.

30/05/2018

Petroleiros anunciam que estão em greve de 72 horas nas refinarias

Federação Única dos Petroleiros (FUP) anunciou, via rede social, que a greve da categoria começou na madrugada desta quarta-feira (30). Na terça (29), o Tribunal Superior do Trabalho (TST) considerou o movimento ilegal e estipulou multa de R$ 500 mil por dia aos sindicatos, após ação ajuizada pela Petrobras e a Advocaia-Geral da União (AGU).
As refinarias não se manifestaram sobre paralisação em suas unidades.
Comunicado da FUP publicado pouco depois da 1h relata que os funcionários “não entraram para trabalhar” em refinarias de São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul, Amazonas e Pernambuco.

No RN caminhoneiros entram para o 10º dia de paralisação contra aumento dos combustíveis

Caminhoneiros entram nesta quarta-feira (30) no 10º dia seguido de greve. No Rio Grande do Norte, há vários pontos de mobilização em rodovias federais e estaduais. Em pelo menos oito cidades, as aulas em escolas municipais estão suspensas. Nas ruas de Natal, a frota continua reduzida, e as linhas rodam com 70% dos veículos.
Na tarde desta terça (29), pela primeira vez as Forças Armadas foram empregadas no estado. Em comboio, dezenas de veículos do Exército e das forças de segurança pública se deslocaram até a BR-406, via que dá acesso à refinaria Clara Camarão, em Guamaré. É por ela que trafegam os caminhões que abastecem os postos de combustíveis de todo o estado, incluindo o aeroporto de Natal. Antes de os militares chegarem, no entanto, os caminhoneiros desfizeram o bloqueio que havia na entrada da cidade de João Câmara e os veículos passaram a circular livremente.

29/05/2018

São Paulo do Potengi/RN: Protesto em apoio a greve dos caminhoneiros acontece hoje a tarde

Caminhoneiros seguem bloqueando rodovias do RN


O Rio Grande do Norte começa a semana com frota de ônibus reduzida por causa da greve dos caminhoneiros. Em Natal, os postos de combustíveis foram reabastecidos no fim de semana, mas em alguns ainda se formam filas. O abastecimento de gás de cozinha também está comprometido.
Nas estradas, ainda são muitos os pontos com bloqueios parciais. Os caminhoneiros exigem redução do preço do óleo diesel e aumento no valor do frete. Diretor da Associação dos Supermercado do Rio Grande do Norte (ASSURN), Geraldo Paiva Junior disse que ainda na manhã desta segunda (28) vai falar com a imprensa sobre os impactos da greve nos supermercados do estado.
O governo do estado montou um gabinete de crise e disse que vem fazendo reuniões com as forças de segurança pública e com o Comando da 7ª Brigada de Infantaria do Exército para debater estratégias e avaliar os impactos da paralisação. Até o momento, segundo o governo, a situação está “sob controle”.
FONTE: Robson Pires

Falta combustível em nove aeroportos do país, diz Infraero

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Após a negociação com os caminhoneiros para encerrar os protestos, ainda falta combustível em pelo menos nove dos 54 aeroportos administrados pela Empresa Brasileira de Infraestrutra Aeroportuária (Infraero) no país. Em balanço atualizado à 1h05 desta terça-feira (29), a empresa informou que monitora o abastecimento de querosene de aviação por parte dos fornecedores que atuam nos terminais.
Os aeroportos que estão com falta de combustível são Foz do Iguaçu (PR), Paulo Afonso (BA), Teresina (PI), Palmas (TO), João Pessoa (PB), Ilhéus (BA), Cuiabá (MT), Imperatriz (MA) e Petrolina (PE). Aos passageiros, a Infraero recomenda que procurem as companhias para consultar a situação de seus voos.
Apesar da falta de querosene, os aeroportos estão abertos e têm condições de receber pousos e decolagens. Nos terminais em que o abastecimento está indisponível no momento, as aeronaves que chegarem só poderão decolar se tiverem combustível suficiente para a próxima etapa do voo.
A Infraero alertou aos operadores de aeronaves que avaliem os planejamentos de voos para que definam a melhor estratégia de abastecimento, de acordo com o estoque disponível nos terminais de origem e destino.
Segundo a assessoria, a empresa está em contato com órgãos públicos ligados ao setor aéreo para garantir a chegada dos caminhões com combustível de aviação aos aeroportos administrados pela empresa.

Agência Brasil




27/09/2017

Correios ingressam com ação de dissídio coletivo contra greve de trabalhadores

Um dia após o Tribunal Superior do Trabalho (TST) determinar que sindicatos filiados à Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect) garantam ao menos 80% dos trabalhadores em atividade durante a greve decretada na última sexta-feira (22), os Correios informaram hoje (27) que ingressarão com ação de dissídio coletivo, ação proposta à Justiça do Trabalho para solucionar questões não resolvidas em negociação direta.
De acordo com a estatal, a medida foi tomada após os trabalhadores ligados aos sindicatos ligados à Federação Interestadual dos Sindicatos dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios (Findect) anunciarem adesão à paralisação na noite de ontem (26).
Em nota, a empresa informou que levantamento feito hoje mostra que 90.607 empregados em todo o país estão trabalhando, o que corresponde a 83,45% do total. Mesmo assim, a empresa manteve em prática as ações do Plano de Continuidade de Negócios, que prevê o deslocamento de empregados entre as unidades e a realização de horas extras. As medidas, segundo os Correios, visam reduzir os impactos da greve para a população.
Por conta da paralisação, serviços com hora marcada como o Sedex 10, Sedex 12, Sedex Hoje, Disque Coleta e Logística Reversa Domiciliária estão suspensos. Segundo os Correios, a greve não afetou a rede de atendimento em todo o país: as unidades estão funcionando e serviços como o Sedex e o PAC continuam disponíveis para os consumidores.
Negociações
Os Correios propõem reajuste de 3% nos salários e benefícios a partir de janeiro de 2018 e manutenção das demais cláusulas do Acordo Coletivo de Trabalho 2016/2017. Na última sexta-feira, os trabalhadores ligados à Fentect decretaram greve.
Agência Brasil

06/10/2015

Bancários de todo o país entram em greve a partir desta terça-feira (06)

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Os bancários de todo país entram em greve a partir de amanhã por tempo indeterminado. A paralisação foi decidida depois de 45 dias de negociações entre representantes dos trabalhadores e a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos). Segundo o presidente do Sindicato dos Bancários de Curitiba e Região e membro do comando de greve, Elias Jordão, a proposta feita pelos bancos não atendeu nem a metade das reivindicações. Os funcionários pediram um reajuste de 16%, sendo 10,3% de recomposição da inflação do período mais 5,7% de aumento real. O que foi oferecido pelos bancos foi 5,5%.
A partir de amanhã quem tem benefícios para serem sacados, segundo a Fenaban, pode realizar saques por meio da rede de caixas eletrônicos 24h e caixas eletrônicos dos bancos, que são mais de 159 mil distribuídos por todo o Brasil, inclusive em locais públicos e de grande circulação, como shoppings, aeroportos, centros comerciais, entre outros.
“Os beneficiários da Previdência Social que não puderem contar com o atendimento prestado pela agência bancária em que têm conta corrente também poderão se dirigir a outra agência, do mesmo banco, que estiver aberta. Outra possibilidade é realizar saques pelos caixas eletrônicos. Basta se dirigir a um terminal de autoatendimento de posse do cartão magnético.”
Já para realizar transações bancárias, a Fenaban esclarece que os clientes poderão usar uma série de canais alternativos como os caixas eletrônicos, internet banking, o aplicativo do banco no celular (mobile banking), operações bancárias por telefone e também pelos correspondentes, que são casas lotéricas, agências dos Correios, redes de supermercados e outros estabelecimentos comerciais credenciados.

02/03/2015

Com greve dos vigilantes no RN, bancos suspendem serviços e só “disponibilizam” com caixas eletrônicos

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Com a greve dos vigilantes do Rio Grande do Norte iniciada na semana passada os bancos não estão realizando atendimento nesta segunda-feira, 2. Os seguranças patrimoniais aderiram ao plano de mobilização não somente nas agências bancárias como também em outros serviços e suspenderam suas atividades. Somente o serviço de caixas eletrônicos continua com funcionamento normal.
Para o coordenador geral do Sindsegur, Francisco Benedito (Bené), na última rodada de negociação os patrões demonstraram que não querem negociar com os trabalhadores. “A categoria não aceita mais ser explorada pelos patrões, que só visam seus lucros fabulosos. Por isso, a família vigilante vai à luta para garantir direitos fundamentais, como o vale alimentação que os empresários da segurança privada se negam a negociar”, declarou Bené.
Desde o começo das negociações o presidente do Sindicato das Empresas de Segurança Privada do RN (Sindesp), Rossini Braulino, vem apresentando propostas rebaixadas e desconsiderando qualquer reivindicação relacionada ao vale alimentação. Um direito que já está sendo assegurado aos vigilantes de vários estados brasileiros, incluindo o Distrito Federal, onde o valor do vale alimentação é de R$ 28,00.
O representante da Confederação Nacional dos Vigilantes, Jervalino Rodrigues, que também é presidente do Sindicato dos Vigilantes do Distrito Federal, afirma que Rio Grande do Norte é um dos poucos estados onde o vigilante não recebe vale alimentação e esse direito só vai ser conquistado através de muita luta.
Blog do BG.

07/10/2014

Bancários do Rio Grande do Norte decidem encerrar greve

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Em assembleia realizada na noite desta segunda-feira (7), os bancários do Rio Grande do Norte decidiram encerrar a greve que teve início no dia 30 de setembro. A decisão é válida para as agências da Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil e para os bancos privados de todo o Estado, com exceção ao Banco do Nordeste, que realizará uma nova assembleia amanhã para definir a manutenção ou fim da paralisação das atividades.
De acordo com a presidente do Sindicato dos Bancários no Rio Grande do Norte, Marta Turra, os trabalhadores rejeitaram a contraproposta da Federação Nacional de Bancos (Fenaban), porém, decidiram encerrar a paralisação já que outros bancos pelo país também retomarão suas atividades nesta terça-feira.
A contraproposta da Federação Nacional de Bancos (Fenaban) aumentava o índice de reajuste salarial de 7,35% para 8,5%, o que representa um aumento real de 2.02%. Também foi oferecido um reajuste de 8% para 9% (2,49% acima da inflação) nos pisos e 1,22% no vale-refeição.
Fonte: Tribuna do Norte.

26/06/2014

Rodoviários entram em acordo e retornam ao trabalho nesta quinta(26)

146223Acabou a greve dos rodoviários. Na manhã de hoje, em assembleia extraordinária que durou quase três horas, os motoristas e cobradores acataram por retornar ao trabalho após a sinalização do Seturn em não cobrar os 13 dias paralisados e voltar a mesa de negociação o reajuste no vale alimentação.
No momento, o presidente do Sindicato dos Rodoviários (Sintro), Nastagnam Batista, está visitando as garagens para anunciar a proposta do Seturn e o posicionamento do Sintro em favor do fim da greve.
A primeira reunião ocorreu em frente a garagem da empresa Reunidas, e teve os ânimos exaltados. Houve fragmentação dos votos entre os motoristas e cobradores. No entanto, aos poucos, todos seguiram para o estacionamento dos ônibus e se organizam agora para efetivar o serviço com 100% da frota na rua.
A empresa Conceição negociou ainda ontem com os trabalhadores da empresa, que operam normalmente hoje. No momento, o presidente está na empresa Guanabara comunicando aos rodoviários da empresa e deve seguir para a Santa Maria, Cidade das Dunas e Via Sul. A proposta é que todos retornem ao trabalho até o fim desta quinta-feira.
Tribuna do Norte

11/06/2014

Determinação do TRT limita paralisação somente em empresas da Setrans/RN

Alertado pelo amigo Everton Dantas, competente editor do Novo Jornal, venho aqui fazer uma ressalva.
A determinação do presidente do TRT de proibir parcialmente a greve de amanhã incide realmente sobre o Sintro, o sindicato de motoristas e cobradores. PORÉÉÉÉM, vale somente para empresas ligadas ao Setrans/RN, o Sindicato das Empresas de Transporte Intermunicipal de Passageiros do Rio Grande do Norte. 
São elas: Via Sul, Trampolim da Vitória, Oceano, Cabral, Barros, Jardinense, Campos, Alves e Riograndense.
Ou seja, para as empresas que rodam só em Natal, ta tudo liberado.
Lembrando que o Sintro está proibido de fechar rusa e avenidas, sob pena de pagar multa de cem mil pilas por dia.
Fonte: Portal no AR

DE AGORA: Justiça proíbe greve de ônibus e fechamento de vias

Em decisão proferida agora à noite o presidente do Tribunal Regional do Trabalho do Rio Grande do Norte, José Júnior Rego, proíbe o Sintro (sindicato de motoristas e cobradores) de iniciar a greve nesta quinta-feira, pelo menos nos moldes em que se apresenta. Em caso de descumprimento deverá ser aplicada uma multa diária de R$ 100 mil ao Sintro.
Em seu texto, a decisão do desembargador federal determina que:
(a) Tomem as providências para que circule no mínimo 70% da frota de ônibus por empresa representada pelo Setrans/RN, nos horários de pico (5h às 9h e 16h às 20h) e 50% nos demais horários.
(b) Abstenham-se de realizar atos que extrapolem ao direito de greve, tais como o fechamento de ruas e avenidas; depredação de ônibus e garagens; fechamento dos acessos às garagens das empresas; fechamento dos acessos às garagens das empresas, dentre outras que inviabilizem a manutenção do serviço público de transporte,
A intimação foi enviada com urgência à sede do sindicato. Por enquanto, porém, a greve está mantida para a meia-noite de hoje.
Fonte: Portal no AR

Após decisão judicial, médicos suspendem greve durante Copa em Natal



A Procuradoria Geral do Município entrou com ação no Tribunal de Justiça para impedir a continuidade da greve dos médicos do município de Natal durante a copa do mundo. O desembargador Francisco Saraiva Dantas Sobrinho emitiu parecer favorável a ação e estipulou, caso haja descumprimento da decisão, a penalidade de uma multa diária de R$ 20 mil, além de cobrança de R$ 2 mil aos presidentes dos sindicatos, individualmente.
Por este motivo, o Sindicato dos Médicos do RN informa à população que, a princípio, suspende a greve a partir do dia 12 de junho e retorna a partir do dia 31 de julho, como determinado na ação. Porém, a assessoria jurídica do sindicato irá recorrer da decisão para que o direito de greve do trabalhador não seja desrespeitado.
“A ação é autoritária e vai contra um direito constitucional dos servidores. Lutamos pelo que é justo e não podemos ser penalizados por isso”, declarou o presidente do Sinmed RN, Geraldo Ferreira.
Fonte: Portal no AR

03/06/2014

Greves ameaçam parar o Brasil na copa



Passado um ano do início dos protestos de rua no Brasil, as grandes passeatas perderam força. O nível de tensão nas ruas, no entanto, mantém-se elevado, impulsionado por manifestações de categorias ou segmentos de trabalhadores que ameaçam cruzar os braços. O Brasil chega à Copa do Mundo com pelo menos 40 movimentos grevistas, concentrados no serviço público e em setores essenciais, como transporte e educação. Levantamento feito pelo site de VEJA mostra que catorze categorias estão mobilizadas em 23 cidades. A visibilidade internacional do momento e a coincidência com datas-bases de trabalhadores criaram um problema a mais para prefeituras e governos estaduais e federal, e não há sinal de que, encerrado o mundial, a situação vá se acalmar. As reivindicações de agora têm um componente a mais de dificuldade para as negociações: nem sempre os sindicatos constituídos lideram as paralisações, o que torna praticamente impossível alcançar o consenso e respeitar acordos previamente estabelecidos. “O modelo sindical está em crise. O que vemos hoje é que a maioria dos sindicatos não consegue se comunicar com as categorias que representam. Fica claro que as campanhas salariais não são feitas com amplo conhecimento da base”, afirma o pesquisador Walter Barelli, ex-ministro do Trabalho e ex-diretor-técnico do Dieese.