sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

PMDB tentará apoio interno para fortalecer nome de Fernando Bezerra para o governo do estado

Por: Ciro Marques e Virginia França (Portalnoar)
Antes da reunião da cúpula do seu partido nessa quinta-feira (30), em Natal, para discutir questões relacionadas à campanha eleitoral deste ano, o presidente da Câmara federal e líder do PMDB no Rio Grande do Norte, Henrique Alves, deu entrevista sobre a postura e foco da sigla. Leia.
Henrique tem nome lembrado para candidatura (Foto Wellington Rocha)
Henrique o que será debatido no encontro de hoje do PMDB?
A reunião é mais de procedimento do PMDB. Eu vou propor que a Executiva convide os prefeitos, são quase 60 do PMDB, onde não tiver prefeito, presidente de diretórios e vereadores, para que num prazo curto, nos primeiros dias de fevereiro, o que pensa a militância do PMDB, em cada cidade do Rio Grande do Norte, a respeito da coligação majoritária. Da construção da coligação majoritária, que envolve governador, vice e senador da República. Esse é um primeiro passo. E também hoje vou pedir a Executiva que a gente realize seis encontros regionais, nos primeiros dias de março, para aí sim, com o pensamento definido do PMDB, nos fazermos o lançamento e o convencimento do candidato do partido ao Governo do Estado. E o nosso trabalho, nesse convencimento, será o nome do ministro Fernando Bezerra.
Então o partido não definirá hoje o nome do candidato?
Não, não, não. Só procedimento. Primeiro, uma coligação que nós temos que decidir a candidatura do PT, da deputada Fátima Bezerra ao Senado; a possibilidade ainda não definida ainda do PSB, qual posto irá reivindicar, a ex-governadora Wilma, mas é um dado que nós temos que considerar. Enfim, vamos saber o que pensa o PMDB sobre a coligação majoritária. A partir daí, as bases do PMDB, em encontros regionais, para discutir a candidatura própria, o lançamento do nome que será o interlocutor do PMDB com os demais partidos que irá se coligar.
O PSB Nacional recomendou à ex-governadora Wilma de Faria que ela seja candidata ao Governo. Como o PMDB vê isso?
Veja bem, estamos conversando com todos os partidos. Tivemos aqui, nos últimos dias, uma conversa de três horas com o PT. O deputado Mineiro, a deputada Fátima, o presidente do Diretório Municipal, Juliano, o vereador Hugo Manos, o presidente do PT, Eraldo. Já conversamos com o PSB, com o PROS, com o PDT, com o PR, do deputado João Maia, então, estamos conversando com todos os partidos e, agora, temos que ouvir o que pensa as bases do PMDB, que é o fundamental para nos. O que pensa a nossa militância, esse imenso exercito de companheiros, de amigos, de guerreiros, o que eles pensam no seus municípios, a respeito dessa coligação que o partido pretende construir, ampla, para resgatar a credibilidade do nosso Estado e os futuros do Governo do Estado.
Como o senhor ver o pedido da militância que o senhor seja candidato ao Governo?
Natural o meu nome, o de Garibaldi, pela nossa militância, por tantos anos de partido, é natural que haja essa simpatia, mas o nome que vamos trabalhar para convencer as bases é o nome do ministro Fernando Bezerra, pelas suas qualificações, pela sua história, pela sua competência. Mas esse é um processo que terá que ser construído. Não vamos tratar disso hoje aqui para não se dizer que é imposição da cúpula, de Henrique, de Garibaldi, até porque não poderá ser. Uma solução como essa tem que ter o respeito, a adesão, de toda a militância do PMDB. E, também, levar essa alternativa, sem imposição, aos demais partidos com que estou conversando, para uma ampla coligação em favor do Rio Grande do Norte.
E se o PMDB não conseguir viabilizar por meio de pesquisas o nome de Fernando Bezerra?
Vamos ter calma. Tem quatro nomes que os companheiros sempre falam. É o de Garibaldi, é meu, é o de Walter Alves, é o de Fernando Bezerra. Esses nomes têm simpatizantes, mais, menos. São nomes que o partido fala e na discussão sincera e franca com os nossos militantes, vamos encontrar a melhor interlocução. Até porque eu acho que mais importante quanto o nome de A, de B ou de C, o que o Rio Grande do Norte quer é um projeto de Governo. Exequível, realista. Que seja possível fazer. O povo do Rio Grande do Norte está cansado de frustrações. Coisas que se promete – educação, saúde, mobilidade, infraestrutura – é fácil esse discurso, mas como fazê-lo? Como buscar recursos? De que maneira operá-los? É isso que, com clareza, a gente quer propor ao Rio Grande do Norte para resgatar a credibilidade do povo do Estado na proposta política, da classe política. Esse é o principal. O interlocutor, nos temos nomes capazes, competentes, para representar esse pensamento do PMDB e dos partidos coligados.
Até quando então o partido deverá definir o partido?
Nós queremos chegar ao final de março, começar abril, com a nossa chapa construída. Estamos procurando os partidos que podem se aliar e o nosso desejo é que nos possamos entrar abril com a coligação construída. Pra que? Para que dedique ao mês de abril para que cada partido que venha a participar da coligação indicar o seu representante para que se possa construir, com responsabilidade, esse programa de Governo, para ser apresentado em maio e junho para o povo do Rio Grande do Norte. Isso vai envolver de cada representante, pesquisas, estudos, realidades, competências, maturidade, sinceridade, para que a gente possa apresentar para o Rio Grande do Norte, é isso que, como Governo, nós queremos realizar, para que o povo entenda e, depois, acredite, o que será fundamental.
Se a escolha será democrática e as bases do partido escolherem o senhor ou Garibaldi, serão candidatos?
É, vamos… Eu acredito no poder de convencimento do ministro Garibaldi Filho.

Fonte: Portal no Ar

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