domingo, 9 de fevereiro de 2014

Protestos contra a Copa, em Natal, colocaram em risco presidente da Câmara e dois ministros

Pouca gente soube, mas os protestos contra a Copa do Mundo, feitos em Natal, no Rio Grande do Norte, durante a inauguração da Arena de Dunas, puseram em risco a segurança do presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), do ministro da Previdência Social, Garibaldi Alves, e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Fernando Pimentel.
No dia 21 de janeiro, os três políticos estavam dentro de uma van – que incluía ainda familiares de Henrique, entre elas uma criança – seguindo o comboio que levava a presidente Dilma Rousseff ao estádio recém-construído.
Por serem muito altas, as vans do comboio não conseguiram passar num determinado trecho e tiveram que sair do grupo e pegar outro caminho até a arena. Nesse desvio acabaram dando de cara com um grupo de manifestantes, que protestava contra os gastos feitos com a construção do estádio.
Uma das vans conseguiu passar pelo bloqueio. A que levava Henrique, Garibaldi e Pimentel não. O carro foi cercado por cerca de trinta manifestantes e atacado com pedradas.
Como os vidros eram escuros, quem estava de fora não via quem estava dentro e, portanto, não sabia que a van carregava três políticos conhecidos. Mas quem estava dentro via todos os ataques e se desesperança com a possibilidade de agressão.
O carro resistiu às pedradas até que um golpe mais forte arrebentou o vidro da parte de trás. A partir disso, seria possível um ataque direto a quem estava dentro do veículo. Nesse instante, a polícia apareceu para abrir o cerco sobre o carro e permitiu que ele seguisse em frente. O carro foi apedrejado durante três minutos.
Henrique Alves acha que esses protestos representam uma minoria, tanto no País quanto em seu Estado, o Rio Grande do Norte. Para ele, a imensa maioria da população apóia a realização da Copa do Mundo no Brasil e a construção dos estádios e obras previstas para a realização do evento. A Arena de Dunas representa um investimento de R$ 400 milhões.
“Esse protesto foi um radicalismo exacerbado que não traduziu o sentimento da cidade em relação à Copa”, disse Henrique ao blog.
Por Marcelo de Moraes – Estadão

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