terça-feira, 15 de julho de 2014

CBF aceita pedido de demissão e Felipão não é mais técnico do Brasil

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Luiz Felipe Scolari não é mais o treinador da seleção brasileira. No fim da noite deste domingo, dois dias depois da derrota por 3 a 0 para a Holanda, pela decisão do terceiro lugar da Copa do Mundo, a CBF aceitou o pedido de demissão. Felipão, segundo o seu assessor de imprensa, ainda não havia sido avisado da decisão da entidade – o técnico estava dormindo. O anúncio foi feito pela Rede Globo. O comunicado oficial da CBF deverá ser feito nesta segunda-feira.
Com Felipão, saíram também todos os componentes da comissão técnica da seleção, inclusive o coordenador técnico Carlos Alberto Parreira e o auxiliar técnico Flávio Murtosa. O treinador, campeão do mundo em 2002, ficou em posição muito frágil por causa da goleada por 7 a 1 sofrida na partida contra a Alemanha, pela semifinal do Mundial.
Felipão assumiu o comando da seleção pela segunda vez no fim de 2012, logo após a demissão de Mano Menezes. Amparado pelo prestígio de campeão mundial, o gaúcho ganhou ainda mais força com o título da Copa das Confederações, conquistado com uma espetacular vitória sobre a Espanha na final. No total, o treinador comandou a equipe em 29 jogos, com 19 vitórias, seis empates e quatro derrotas (aproveitamento de 72,4%) – o time marcou 70 gols e sofreu 29 (14 deles na Copa do Mundo). No Mundial, foram três vitórias, dois empates e duas derrotas.
Agora a CBF terá a tarefa de contratar um novo técnico para a equipe nacional. O principal candidato ao cargo é outro gaúcho, Tite, campeão da Libertadores da América e do Mundial de Clubes com o Corinthians em 2012.
A derrota por 3 a 0 para a Holanda foi fundamental para que o presidente da CBF, José Maria Marin, mudasse os planos em relação ao futuro treinador. Além de abandonar a ideia de manter Luiz Felipe Scolari pelo menos até o fim do ano, ele vinha sendo aconselhado a anunciar logo o substituto, para começar a “virar a página” do fracasso na Copa e, acima de tudo, causar impacto.
Na véspera do revés contra os holandeses, Marin estava disposto a dar sobrevida a Felipão, entre outros motivos, para não dar a impressão de que o “jogou aos leões”. Mas após mais uma montagem equivocada de equipe (na visão do dirigente) e das vaias no Mané Garrincha, percebeu que não vale a pena ir contra a maré.
Fonte: Estadão

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