segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Próximos dois anos serão os mais quentes já registrados

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Evolução do El Niño entre junho e julho: áreas mais quentes estão em vermelho – Nasa


Pesquisadores do Met Office (Reino Unido) alertaram esta segunda-feira que os próximos dois anos serão os mais quentes desde o início dos registros, por volta de 1860.
De acordo com o escritório britânico, há grandes chances de que grandes mudanças poderiam estar em andamento no sistema climático, em que o aumento da emissão dos gases de efeito estufa vai impactar as tendências naturais do planeta.
O El Niño, que já se desenvolve no Oceano Pacífico, será um dos principais responsáveis pelo aquecimento global nos próximo anos.
No entanto, segundo os cientistas, a Europa poderá registrar verões mais frios, enquanto no resto da Terra eles serão mais tórridos.
O instituto ressaltou que, em 2015, a temperatura média da superfície global pode ser até 0,68 grau Celsius acima da média registrada entre 1961 e 1990.
— Sabemos que os padrões naturais contribuem para as mudanças de temperatura, mas o fato de elas estarem tão altas até agora este ano indica o impacto humano, causado pela emissão de gases-estufa — assinalou Stephen Belcher, director do Hadley Centre, o centro de investigação climática do Met Office.
Professor da Universidade de Reading, Rowan Sutton confirmou a ação humana sobre o aquecimento global:
— A não ser que haja uma grande erupção vulcânica, é provável que 2014, 2015 e 2016 sejam os anos mais quentes já registrados. E isso não é obra do acaso.
Os oceanos continuam aquecendo, o nível do mar está aumentando e o gelo das calotas polares derretem continuamente. Em um fenômeno que ainda está sendo estudado, verifica-se que as mudanças de temperatura do Atlântico Norte poderiam levar a Europa a experimentar verões um pouco mais frios e secos na próxima década, a não ser que um sistema climático vindo do Oceano Pacífico seja mais influente na região. Se for o caso, o Atlântico vai se resfriar, o que pode conduzir até à recuperação do gelo marinho do Ártico.

O Globo

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