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27/12/2018

Dívida Pública Federal sobe 1,69% e ultrapassa R$ 3,8 trilhões, diz Tesouro



O elevado volume de emissões de títulos fez a Dívida Pública Federal (DPF) ultrapassar a barreira de R$ 3,8 trilhões. Segundo o Tesouro Nacional, o indicador fechou o mês passado em R$ 3,827 trilhões, com alta de 1,69% em relação a outubro.
A Dívida Pública Mobiliária (em títulos) Interna (DPMFi), em circulação no mercado nacional, subiu 1,59%, passando de R$ 3,622 trilhões para R$ 3,679 trilhões. No mês passado, o Tesouro emitiu R$ 34,49 bilhões a mais do que resgatou, principalmente em títulos prefixados e em títulos corrigidos pela taxa Selic (juros básicos da economia). O estoque também subiu por causa da apropriação de juros, que somou R$ 23,20 bilhões.
A apropriação de juros representa o reconhecimento gradual das taxas que corrigem os juros da dívida pública. As taxas são incorporadas mês a mês ao estoque da dívida, conforme o indexador de cada papel.
A forte alta do dólar no último mês fez a Dívida Pública Externa subir 4,27% em novembro. O estoque passou de R$ 140,95 bilhões para R$ 146,96 bilhões, motivado principalmente pela valorização de 3,92% da moeda norte-americana ocorrida no mês passado.
Apesar da alta em novembro, a DPF está próxima do limite inferior das previsões do Tesouro. De acordo com o Plano Anual de Financiamento, divulgado no início do ano, a tendência é que o estoque da DPF encerre o ano entre R$ 3,78 trilhões e R$ 3,98 trilhões.
Por meio da dívida pública, o governo pega emprestado dos investidores recursos para honrar compromissos. Em troca, compromete-se a devolver o dinheiro com alguma correção, que pode ser definida com antecedência, no caso dos títulos prefixados, ou seguir a variação da taxa Selic, da inflação ou do câmbio.

Fonte. Agência Brasil

04/10/2017

DANDO EXEMPLO: Ielmo Marinho terá corte no salário de prefeito e secretários

Diante do atual cenário frustração de receitas que atinge vários municípios do país, Ielmo Marinho vai iniciar essa semana uma série de medidas para conter despesas, atender a uma recomendação do Tribunal de Contas do Estado (TCE), e combater a crise financeira. Todas as medidas estão no Decreto publicado no Diário Oficial nesta segunda-feira (2).

Entre as medidas estão: o corte de 20% no salário do prefeito Cássio Cavalcanti, dos secretários e dos adjuntos; exoneração de aproximadamente 20% dos cargos comissionados; redução da frota de veículos e de gastos com telefone, energia e material de expediente; além da suspensão de contratos não emergenciais, aditivos contratuais e gratificações.

Nos últimos anos, Ielmo Marinho teve uma reduções significativas nas fontes de receitas como royalties, Fundo de Participação dos Municípios (FPM), Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), impostos e outras receitas voluntárias. O que provocou um aumento das despesas com pessoal chegando ao patamar de 50,79% da receita, superando o limite de alerta de 48,6% previstos na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

Com as medidas, o Município espera economizar aproximadamente R$ 300 mil por mês e ficar dentro do limite de gastos de pessoal, ou seja, abaixo do percentual de 48,6%. O vereador Tiago Menezes, líder da bancada governista na Câmara Municipal, destacou que esse é o momento de união de reduzir o custeio da Prefeitura. “O prefeito Doutor Cássio corta da própria carne. Somos solidários ao prefeito, porque agora é a hora de mostrar como uma boa gestão supera uma crise”, disse.

22/09/2017

Macau/RN: Prefeitura reduz quase 50% da folha de comissionados



Com as sucessivas quedas na arrecadação da prefeitura, não restou outra alternativa ao prefeito de Macau Tulio Lemos, que não fosse cortar na própria carne, reduzindo salários e demitindo cargos comissionados. A exoneração de 73 cargos comissionados e a redução nos vencimentos vão representar já neste mês de setembro uma diminuição de 46,49% no peso dessa folha nas despesas da prefeitura.
“Me deixa triste tomar essas medidas, inclusive atingindo companheiros que ajudaram a construir o nosso projeto político e que estavam contribuindo para a gestão. A severa crise econômica não é uma peça de mídia, basta lembrar que a administração anterior enviou à Câmara Municipal e aprovou um orçamento com projeção de receitas para 2017 de R$ 122 milhões, numa bem realidade diferente da que enfrentamos com uma arrecadação anual que deverá ser pouco superior aos R$ 80 milhões”, apontou o prefeito Tulio Lemos.
Com a exceção dos salários de secretários municipais, que já foram reduzidos de R$ 6 mil para R$ 5 mil reais, por força do Projeto de Lei 017/2015, aprovado pelo Legislativo e sancionado pelo então prefeito Kerginaldo Pinto, a Prefeitura de Macau publicou um decreto nesta quinta-feira, 21, oficializando esses cortes de salários, retroagindo os efeitos da medida a 1º de setembro de 2017.
Salários menores
De acordo com o decreto Nº 2.321/2017, os servidores em cargo CC2, que recebem atualmente R$ 4 mil, terão a remuneração reduzida para R$ 2 mil, enquanto que os CC3, com salário atual de R$ 3 mil, vão receber R$ 1, 7 mil. A redução também atingiu os servidores com a nomenclatura CC4, com salário atual R$ 2,5 mil, diminuído para R$ 1,5 mil, já os cargos CC5, com salários de R$ 2 mil vão passar a receber R$ 1,3 mil e os CC6 passam de R$ 1.2 mil para o salário mensal de R$ 950,00.
Corte de 30% no custeio
Também foi publicado nesta quinta-feira, 21, um segundo decreto prevendo medidas austeras com cortes de despesas (água, energia elétrica, combustível, material de limpeza e expediente…), suspendendo ainda gratificações e horas extras, atingindo o orçamento de todas secretarias. A meta estabelecida é de uma economia de 30% nos gastos mensais.

21/09/2017

Prefeito Jorginho exonera todos os cargos comissionados e reincide contratos do processo seletivo da prefeitura de Tangará

DECRETO Nº 007/2017, de 20 de setembro de 2017.

“Decreta a Exoneração dos Servidores Comissionados nomeados até 19.09.2017 da Prefeitura Municipal de Tangará/RN, ressalvados os Secretários, Secretários Adjuntos, Assessoria Jurídica, Pregoeiro, membros da CPL; a Rescisão de todos os Contratos do Processo Seletivo Simplificado para provimentos de cargos temporários da Prefeitura Municipal de Tangará/RN, correspondente ao Edital nº 001/2017, ressalvados os cargos de Médicos deste mesmo processo seletivo e da outras providencias.

JORGE EDUARDO DE CARVALHO BEZERRA, Prefeito Municipal de Tangará, Estado do Rio Grande do Norte, no uso de suas atribuições legais,

CONSIDERANDO: a recomendação do Ministério Público Estadual da Comarca de Tangará nº 014/2017 – PJmT de 05 de junho de 2017, da qual recomenda a redução em gastos com pessoal na ordem de 20% (vinte por cento) por exceder limite prudencial;

CONSIDERANDO: que o Município tem o dever de controlar e regular suas despesas e receitas, sob pena de desequilíbrio orçamentário e financeiro e, consequentemente, endividamento, o que desencadeia total insegurança em todas as instituições que o compõem;

CONSIDERANDO que a Constituição Federal /88 exige que os gestores, sejam chefes da União, dos Estados ou dos Municípios, atuem de forma planejada na consecução de seus mandatos, priorizando o equilíbrio das contas em prol do fornecimento adequado dos serviços públicos e, por consectário lógico, o pagamento regular e efetivo de seus servidores;

CONSIDERANDO o atual quadro histórico nacional marcado por crise financeira e estagnação econômica, que demanda o equilíbrio das finanças públicas, sob pena de provocar um colapso, comprometendo-se o pagamento dos salários dos servidores públicos – situação verificada nos dias atuais no estado do Rio Grande do Norte e em alguns Municípios do estado, que estão efetuando o pagamento da remuneração do funcionalismo público com atraso e por faixa salarial;

CONSIDERANDO que o art. 169 da Constituição Federal determina que a despesa com pessoal ativo e inativo da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios não poderá exceder os limites estabelecidos em lei complementar;

CONSIDERANDO que a Lei Complementar nº 101/2000 (Lei de Responsabilidade Fiscal – LRF), em seu art. 19, estabelece que para os fins do disposto no caput do art. 169 da CF/88 a despesa total com pessoal, em cada período de apuração e em cada ente da Federação, não poderá exceder os percentuais da receita corrente líquida, sendo 60% (sessenta por cento) para o Município;

CONSIDERANDO que o art. 20, inciso III, alínea “b”, determina que a repartição dos limites globais do citado art. 19 não poderá ultrapassar o percentual de 54% (quarenta e nove por cento) para o Executivo, na esfera municipal;

CONSIDERANDO que o art. 22 da LRF determina que a verificação do cumprimento desses limites deverá ser realizada ao final de cada quadrimestre, prevendo os artigos 22 e 23 da referida lei que caso a despesa total com pessoal exceda noventa e cinco por cento do limite (ou seja, 51,3% do total), é vedado ao Chefe do Executivo:
a) conceder vantagem, aumento, reajuste ou adequação de remuneração a qualquer título, salvo os derivados de sentença judicial ou de determinação legal ou contratual, ressalvada a revisão prevista no inciso X do art. 37 da Constituição;

b) criar cargo, emprego ou função;

c) alterar estrutura de carreira que implique aumento de despesa;

d) prover cargo público, admitir ou contratar pessoal a qualquer título, ressalvada a reposição decorrente de aposentadoria ou falecimento de servidores das áreas de educação, saúde e segurança;

e) contratar hora extra, salvo no caso do disposto no inciso II do § 6o do art. 57 da Constituição e as situações previstas na lei de diretrizes orçamentárias;

CONSIDERANDO ainda que a Lei de Responsabilidade Fiscal proíbe ao ente que não eliminar o excesso de gastos com pessoal receber: (i) transferências voluntárias, notadamente convênios; (ii) obter garantia, direta ou indireta, de outro ente; e (iii) contratar operações de crédito (empréstimos) (art. 23, §3º, da LC 101/00);

CONSIDERANDO, portanto, que eventual omissão do Poder Executivo Municipal em tomar as medidas descritas nos §§3º e 4º do art. 169 da Constituição Federal pode gerar considerável dano ao erário, já que impossibilitará o Município de receber convênios estaduais e federais e de contratar empréstimos;

DECRETA:

Artigo 1º – Ficam exonerados todos os Cargos Comissionados nomeados até 19.09.2017 da Prefeitura Municipal de Tangará/RN, ressalvados deste decreto os Secretários, Secretários Adjuntos, Assessoria Jurídica, Pregoeiro, membros da CPL.

Artigo 2º – Ficam rescindidos todos os Contratos do Processo Seletivo Simplificado para provimentos de cargos temporários da Prefeitura Municipal de Tangará/RN, correspondente ao Edital nº 001/2017, ressalvados deste decreto os cargos de Médicos desse mesmo processo seletivo.

Artigo 3º – O presente Decreto passará a vigorar a partir de sua publicação em diário oficial, revogando automaticamente as disposições contrárias.

Prefeitura Municipal de Tangará/RN, em 20 de setembro de 2017.

JORGE EDUARDO DE CARVALHO BEZERRA
Prefeito Constitucional

DECRETO PREFEITURA MUNICIPAL DE TANGARÁ

20/09/2017

Municípios terão queda de R$ 90 milhões no FPM

As previsões sobre os repasses do Fundo de Participação dos Estados e Municípios (FPE e FPM) não são animadoras para os meses de outubro e novembro deste ano, segundo estimativas da Secretaria do Tesouro Nacional (STN), no comparativo com o mesmo período de 2017. Para novembro deste ano a queda no repasse do Fundo de Participação, segundo a STN, chegará a 40%, motivada pelo fato de que a maior parte do repasse dos recursos da repatriação ter ocorrido no primeiro decêndio de novembro de 2016, enquanto os recursos da repatriação neste ano estão aquém do esperado.

De acordo com dados do portal da STN, em novembro do ano passado, o repasse do FPE para o governo chegou a R$ 225,97 milhões, enquanto o FPM de todos os 167 municípios do RN alcançou a cifra de R$ 365,57 milhões. A considerar que haverá uma queda de 40% nos repasses em novembro, às vésperas do pagamento do 13º salário dos servidores, haverá uma perda de R$ 90,38 milhões de FPM e de R$ 146,23 milhões de FPE.

Ou seja, as estimativas são de um repasse de R$ 134,59 milhões de FPM e de R$ 219,34 milhões de FPE em novembro, sem contar que, embora em proporções bem menores, também existem previsões de quedas do Fundo de Participação de outubro deste ano, que segundo a STN, de 2,6%, com relação aos mesmos meses de 2016.

16/02/2016

Quase 100 mil lojas fecharam as portas em 2015 no Brasil


Crise impacta, inclusive, os grandes varejistas e reduz número de lojas em praticamente todo o País




Diante da maior crise registrada pelo varejo nos últimos 15 anos, estudo realizado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) mostra o fechamento líquido de 95,4 mil lojas com vínculo empregatício em 2015. Os números representam um balanço final do ano, de acordo com os dados de dezembro do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Previdência Social. O volume corresponde a uma retração de 13,4% nos estabelecimentos comerciais que empregam ao menos um funcionário. Nem mesmo as grandes lojas do varejo foram poupadas. Nos últimos 12 meses esses estabelecimentos registraram recuo de 14,8%.

De acordo com a Confederação, o fechamento das lojas está diretamente associado à queda no volume das vendas. “O levantamento evidencia a dimensão da crise no varejo, que afetou todos os setores, inclusive os grandes, que, teoricamente, têm mais capacidade de enfrentar o quadro recessivo. Além disso, chama a atenção porque ela está presente praticamente no País inteiro”, avalia Fabio Bentes.

Fechamento de lojas por setores

Todos os segmentos do varejo apresentaram queda no número de lojas, destacando-se, em termos relativos, os ramos mais dependentes das condições de crédito, tais como: materiais de construção (-18,3%), informática e comunicação (-16,6%), móveis e eletrodomésticos (-15,0%).

Em termos absolutos, no entanto, hipermercados, supermercados e mercearias foi o segmento que teve a maior redução no número de lojas em relação a 2014. Foram 25,6 mil estabelecimentos fechados no ano passado, de um setor que reponde por um em cada três pontos comerciais do País. Esse segmento e o de lojas de vestuário e acessórios responderam por quase metade (45,0%) das lojas que saíram de operação.

Redução de estabelecimentos por estado

O estudo revela, ainda, que das 27 unidades da Federação apenas uma não apresentou queda no número de lojas: Roraima. Espírito Santo foi o Estado mais afetado (-18,5%), seguido por Amapá (-16,6%) e Rio Grande do Sul (-16,4%). Os Estados de São Paulo (-28,9 mil), Minas Gerais (-12,5 mil) e Paraná (-9,4 mil) responderam, juntos, por mais da metade (53,3%) da queda no número de estabelecimentos.

De acordo com dados mais recentes da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), do IBGE, de janeiro a novembro de 2015 o varejo registrou retração de 8,4% no conceito ampliado, que incorpora os resultados do comércio automotivo e de materiais de construção, superando o primeiro recuo em 15 anos, verificado em 2014 (-1,6%).

*Fonte: CNC

20/01/2016

AMBEV fecha fábrica no RN e funcionários começam a ser demitidos

ambev

Os primeiros funcionários da fábrica da Ambev em São Gonçalo do Amarante começaram a ser demitidos nesta segunda-feira (18). A empresa anunciou o encerramento de suas atividades no Rio Grande do Norte em novembro de 2015. Ao Nominuto.com, a companhia confirmou o fechamento de suas atividades no Estado e disse manter o mesmo posicionamento que fora anunciado no final do ano passado.
A assessoria da empresa sustentou a informação sobre a ampliação da central de distribuição, mas disse desconhecer investimentos na modernização da atual fábrica.
Em nota, a companhia ressaltou que “todos os pontos de venda e consumidores do Estado continuarão a ser totalmente atendidos, mas agora, com bebidas produzidas em outros locais”.
O secretário de Desenvolvimento Econômico do Estado, Flávio Azevedo, atestou o posicionamento da empresa sobre o fechamento da fábrica. “A fábrica já está fechada. Eles têm só a central de distribuição desde 2010. Em dezembro quando nos reunimos, eles ficaram de analisar a permanência da fábrica, mas eles decidiram não continuar”, conta.
Flávio Azevedo acrescentou que “no Rio Grande do Norte eles [Ambev] não fabricam cerveja, eles comercializam, o que faz com que eles não se encaixem no Programa de Apoio ao Desenvolvimento Industrial do Rio Grande do Norte (Proadi)”.
Nota na íntegra:
“Conforme anunciado em novembro de 2015, a Ambev realiza hoje o fechamento de sua fábrica de bebidas no Rio Grande do Norte. Presente na capital potiguar há mais de 20 anos, a companhia assegura que todos os pontos de venda e consumidores do Estado continuarão a ser totalmente atendidos, mas agora, com bebidas produzidas em outros locais”.
Do nominuto.com

12/01/2016

CRISE NOS MUNICÍPIOS: Repasse é insuficiente para garantir folha de pessoal

A Federação dos Municípios do Rio Grande do Norte (Femurn) está fazendo um levantamento de quantas prefeituras ainda estão em atraso com o pagamento do salário de dezembro. A expectativa é que, até o final desta semana, seja divulgada a estatística. A previsão inicial era que ontem todas as prefeituras quitassem o débito com os servidores. No entanto, o presidente da Federação, o prefeito de Mossoró Francisco José Júnior, informou que nem todos os gestores conseguiram colocar os salários em dia.
Júnior Santos
Roberto Germano destaca que 2016 começou com diversas incertezas para os prefeitosRoberto Germano destaca que 2016 começou com diversas incertezas para os prefeitos

A justificativa para isso é a queda do Fundo de Participação dos Municípios, já que a primeira parcela de janeiro registrou uma redução de 13%. “E ainda teve o fato de que 47 prefeituras do Rio Grande do Norte tiveram a primeira parcela do FPM zerada”, destacou o presidente da Femurn, chamando atenção também para o atraso na parcela do ICMS, que deveria ter sido depositado na semana passada e foi apenas ontem. 

Francisco José Júnior chamou atenção que a Prefeitura de Mossoró conseguiu pagar 80% dos seus servidores na semana passada e esta semana quitará o restante. 

“Esperamos concluir esta semana o pagamento de dezembro”, ressaltou. O presidente da Federação lamentou que com os atrasos do ICMS e a queda do FPM os prefeitos não possam cumprir o acordo firmado para pagar o salário de dezembro até o dia 10 de janeiro, medida que foi intermediada pela Federação dos Municípios do Rio Grande do Norte. 

O prefeito de Caicó, Roberto Germano (PMDB), observou que o ano de 2016 começa com uma grande incerteza para os prefeitos. “Os salários de dezembro e  o décimo terceiro a gente só conseguiu pagar porque priorizou só pessoal. Foi um esforço. Agora (2016) é uma grande interrogação”, disse Roberto Germano, lembrando que a primeira parcela do Fundo de Participação dos Municípios referente ao mês de janeiro já registrou uma redução de quase 13%.

O montante distribuído em todo país foi de R$ 2.072.013.144,34 ao considerar o porcentual destinado ao Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (Fundeb). Sem a retenção constitucional, em valores brutos, o valor chega a R$ 2.590.016.430,43.

ICMS
Diferente do que ocorreu na semana passada, a Secretaria Estadual de Planejamento confirmou que hoje estará sendo depositada mais uma parcela do ICMS para as prefeituras.Na semana anterior houve um atraso e o valor foi creditado apenas na noite de sexta-feira nas contas dos  Executivos municipais.

Para o atraso da semana passada, a Seplan justificou dificuldades burocráticas com o início de novo exercício orçamentário e adiou o repasse.  


Tribuna do Norte

VERGONHA: Governo do RN volta a atrasar parcelas do ICMS e FUNDEB dos municípios


“Virou rotina, mais uma vez o Governo do Estado não credita na conta dos municípios a cota parte do ICMS e FUNDEB. Prefeitos de mãos na cabeça com essa falta de compromisso”. A frase é do prefeito de Santana do Seridó, Adriano Gomes (PMDB) que tem nos últimos dias usado a rede social para fazer tais reclamações. A parcela da semana passada, de acordo com Adriano só foi paga nesta segunda (11), e a de hoje não tem previsão.

Crise econômica atinge as prefeituras do RN


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A crise econômica está atingindo em cheio as prefeituras do Rio Grande do Norte e prejudicando o funcionamento administrativo municipal. A realidade de quase 100% dos municípios do estado é agravada pelas receitas insuficientes repassadas pelo Governo Federal. A primeira cota do FPM de janeiro registrou uma redução de 13%, além disso, 47 prefeituras ficaram com o recurso zerado neste último repasse.
Diante desse quadro, a Federação dos Municípios do Rio Grande do Norte (FEMURN), vai intensificar as ações municipalistas, e a primeira delas será realizada nesta quarta-feira, 13, às 10h, no Auditório Agnelo Alves, na sede da FEMURN. Ali serão discutidas alternativas para melhorar o presente quadro, bem como serão mostradas à população a situação real dos municípios, decorrente da queda das receitas e do aumento das despesas.

21/12/2015

Prefeituras do RN farão pagamento dos salários de dezembro no dia 10 de janeiro

Os servidores das prefeituras potiguares só receberão os salários de dezembro no dia 10 de janeiro. É o que garante a Federação dos Municípios do Rio Grande do Norte (Femurn). De acordo com a entidade, as cidades concordaram em realizar o pagamento desta forma. O motivo é a queda na arrecadação do Fundo de Participação dos Municípios (FPM).

De acordo com nota encaminhada pela Femurn, as Prefeituras encerram o ano com "extremas dificuldades nas finanças públicas", que cresceram com a não complementação dos repasses do Fundeb e pela redução de 31% no FPM de dezembro em relação ao mesmo período do ano anterior. 

Segundo a Femurn, o pagamento dos salários no dia 10 de janeiro foi apoiada por toda a diretoria e associados da federação e acordada com a Federação dos Trabalhadores em Administração Pública Municipal (Fetam), que levou em consideração o pagamento do 13º salário dos servidores, realizados em dezembro.

Natal

A Prefeitura do Natal já havia dito que a partir de janeiro, os vencimentos dos servidores seriam depositados no 5º dia útil de cada mês. Através da assessoria de comunicação, a capital confirmou que os salários de dezembros serão pagos ainda neste mês, mas que janeiro só será pago no 5º dia útil de fevereiro.


Da Tribuna do Norte

16/11/2015

Mercado prevê inflação acima de 10% em 2015 e PIB caindo 2% em 2016

A inflação deve fechar 2015 em 10,04%, segundo o centro (mediana) das previsões de economistas consultados pelo Banco Central.
Há uma semana, esperava-se 9,99% de inflação para o índice oficial, o IPCA.
Os dados fazem parte do boletim Focus, divulgado semanalmente pelo BC.
Para 2016, a inflação deve ficar em 6,50%, segundo os economistas. Há uma semana, esperava-se inflação em 6,47%.
O PIB deve retrair 3,1% em 2015, segundo as estimativas, que se mantiveram as mesmas da semana passada. Há um mês, esperava-se uma queda de 3%.
Em 2016, o PIB deve retrair 2%. Na semana anterior, esperava-se retração de 1,9%.
Tanto para 2015 quanto para 2016 foi mantida a previsão para a meta da taxa Selic, em 14,25% e 13,25%, respectivamente. Atualmente, a Selic está em 14,25%.
Por fim, as previsões para a taxa de câmbio no fechamento de 2015 caiu de R$ 4 para R$ 3,96, e se manteve em R$ 4,20 para o final de 2016.

Folha Press


09/11/2015

Com redução de 19%, primeiro FPM de novembro entra nas contas na terça-feira

fmp
O primeiro repasse do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) de novembro será cerca de 19% menor, segundo previsão da Confederação Nacional de Municípios (CNM). Seguindo o calendário, a verba de R$ 3.055.039.776,67 entra nas contas das prefeituras na próxima terça-feira, dia 10. O montante considera o porcentual destinado ao Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), pois sem a retenção constitucional o valor chega a R$ 3.818.799.720,84. De acordo com o levantamento da Confederação, no mesmo período do ano passado, o Fundo foi de R$ 4,737 bilhões.
Ao comparar as cifras, em termos reais, esse decêndio será 19,34% menor. Ainda, conforme dados da CNM, do início do ano até agora, a FPM foi inferior ao do ano passado em oitos meses em termos reais. Apenas em março, abril e julho o Fundo foi positivo. Ao somar todas as transferências de 2015, o acumulado é de R$ 71,134 bilhões – redução de 3,80% em termos reais, em comparação com ano anterior. No mesmo período de 2014, o acumulado era de R$ 73,944 bilhões.
O levantamento da área de Estudos Técnicos da CNM foi divulgado na tarde desta sexta-feira, 6 de novembro. Ainda em relação aos dados, a entidade destaca que a análise não incluí os repasses extras de janeiro de 2014 e 2015. Também não considera o repasse adicional de maio e outubro deste ano. Porém, foi incluído na análise o repasse referente ao 0,5% de julho de 2015. Se o 0,5% de julho, que foi mais uma conquista municipalista, for desconsiderado, o impacto negativo real do fundo é mais expressivo: de 4,13%.
A previsão da Secretaria do Tesouro Nacional (STN) é de aumento de 10,2% para novembro, em relação ao mesmo mês de 2014. Para a Confederação, se o primeiro repasse já apresentou redução a estimativa de crescimento fica prejudicada. Diante dos números e da realidade econômica do País, a entidade municipalista aconselha que os gestores se mantenham em alerta, tendo prudência e cautela na execução de suas despesas.
Veja o levantamento aqui

05/11/2015

Cortes poderão tirar quase metade dos potiguares do Bolsa Família

Aline Ferreira e sua filha fazem parte do programa em Natal

A proposta de cortar R$ 10 bilhões do principal programa de transferência de renda do Governo Federal pode deixar 571.679  pessoas no Rio Grande do Norte sem o benefício. Seria um corte de quase metade dos beneficiários no Estado, o maior de todo o Brasil em termos percentuais (47,7%). Essa projeção é do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), que já se posicionou contra a redução do orçamento do Bolsa Família proposto pelo deputado federal Ricardo Barros (PP – Paraná).

Dos eliminados da lista do programa social, 219 mil pessoas, de 70 mil famílias, cairiam de volta nos braços da extrema pobreza no Rio Grande do Norte. Isso resultaria no crescimento de  19% de famílias extremamente pobres no Estado. A justificativa para o corte, segundo a proposta do deputado, é a necessidade de ajuste fiscal do Governo e as fraudes no programa. “Eu não tenho nenhum problema em cortar o Bolsa Família, porque eu sei que tem fraude", afirmou o deputado, relator do Orçamento Geral de 2016, em conteúdo produzido pela Agência Estado mês passado. A presidente Dilma Rousseff também se posicionou contra a decisão do parlamentar.

O MDS rebate as acusações de Ricardo Barros e afirma que o percentual de inconformidades no programa é muito pequeno. Na comunidade do Maruim, no bairro das Rocas, em Natal, a tratadora de camarão Aline Ferreira da Silva, de 21 anos, recebeu a notícia com resignação. “Sem esse dinheiro ia ficar mais difícil, né. Eu compro comida, remédio”, disse.

Além dos R$ 147 que recebe do Bolsa Família, a jovem ganha R$ 150 mensais na produção de filé de camarão. Com seus dois filhos de cinco e um ano de idade, ela mora com mais três famílias numa mesma casa. Por sorte, Aline tem a ajuda dos pais das crianças para as despesas dos filhos. A única boa perspectiva na vida de Aline é ganhar um lar no residencial Maruim no próximo ano.

Com estrutura familiar semelhante, a dona de casa Francisca Rufino da Silva, de 27 anos, não tem a mesma esperança. Hoje ela foi tentar desbloquear seu cartão do Bolsa Família. Junto com dois filhos,   a dona de casa mora numa casa de cômodo único e um banheiro no conjunto Parque das Dunas. Metade de tudo que ganha em um mês vai para o pagamento do aluguel. A renda de Francisca é composta de R$ 146 do Bolsa Família e mais R$ 150 como babá. “O dinheiro é pra alimentação, para comprar as coisas do colégio dos meninos. Ia ser difícil deixar de receber, porque já é uma boa ajuda”, considera.

Segundo o Ministério do Desenvolvimento Social, 95.861 crianças e adolescentes entrariam para a condição de extrema pobreza. Atualmente o Rio Grande do Norte tem 1.197.415 beneficiários de todas as idades. No Brasil, as famílias extremamente pobres são aquelas em que a renda por pessoa em uma família não passa de R$ 77. Mas o Bolsa Família concede benefício para famílias com até R$ 174 de renda per capita. Segundo o órgão federal, esses números são correspondentes aos estabelecidos pela Organização das Nações Unidas (ONU). Em todo o País, 47 milhões de pessoas são atendidas e pouco mais de 23 milhões deveriam sair do programa de transferência de renda. Os benefícios do programa podem variar de R$ 35 a R$ 306 a depender da composição familiar. 

RN de volta à extrema pobreza
Situação do Estado caso programa tenha corte

355.332 é o total de famílias em extrema pobreza
95.861 é o número de crianças e adolescentes (0 a 17 anos) que entrariam na pobreza extrema sem o programa social
70.285 famílias retornariam à extrema pobreza sem o Bolsa Família
219.865 é o número de pessoas que entrariam na extrema pobreza sem o Bolsa Família

Da Tribuna do Norte

Prefeitos do Oeste se reúnem, discutem crise e falam em demissões


Prefeitos e representantes de Pendências, Caraúbas, Porto do Mangue, Areia Branca, Felipe Guerra, Tibau, Assú, Macau e Upanema se reuniram em Mossoró para discutir a situação e procurar alternativas que evite o caos administrativo.
Um ponto em comum entre esses municípios é que eles são produtores de petróleo. Ainda que tenham esse valor extra na conta todo mês, as perdas têm provocado muita dificuldade. O prefeito de Mossoró e presidente da Federação dos Municípios do Rio Grande do Norte (Femurn), Francisco José Júnior, disse que o momento é de união. "Ou nos unimos para achar uma saída, ou a situação vai piorar", disse.

O prefeito de Assú, Ivan Júnior, lamentou que pode exonerar todos os cargos comissionados. Kerginaldo Pinto, de Macau, acredita que será obrigado a tirar pelo menos metade de sua equipe de confiança. Até Mossoró que tem a segunda economia do Estado precisará fazer mais cortes. É possível que 70 comissionados sejam desligados em novembro.

De acordo com os prefeitos, essa medida, além de antipática, é ruim para os municípios que precisam dessa mão de obra, mas ou ajusta, ou atrasa a folha de pagamento. "Hoje em dia, manter os serviços essenciais é uma grande ação e um desafio diário", disse o prefeito de Pendências, Ivan Padilha.

Somente a cidade de Macau, por exemplo, perdeu, até o mês de setembro, R$ 8,5 milhões em royalties. Em Assú, segundo Ivan Júnior, outubro chega ao fim registrando a maior perda anual nesse tipo de arrecadação. Em Mossoró, a perda mensal ultrapassa os R$1,6 milhão, com projeção de encerrar 2015 com uma frustração de 46,2% em relação ao ano anterior, ou seja, aproximadamente R$ 20 milhões a menos do que o arrecadado em 2014.

"Os municípios estão inadministráveis, essa é a realidade. Mês a mês as receitas estão caindo, não somente dos royalties, mas também de outras fontes, como o FPM, ICMS", reforça Ivan Padilha. A questão agora, segundo os prefeitos reunidos ontem, se volta para a busca de alternativas para equilibrar as contas. A utilização de depósitos judiciais e antecipação de royalties são pontos de debate entre os gestores.

Da Assessoria da FEMURN

19/10/2015

Femurn divulga valores dos repasses do FPM para a parcela do dia 20



Federação dos Municípios do Rio Grande do Norte (Femurn) divulgou neste final de semana os valores do Fundo de Participação que serão repassados às prefeituras nesta semana.
Serão duas cotas.
Uma na segunda-feira, referente a um resíduo de depósitos judiciais; a outra, a segunda das três parcelas do FPM que são repassadas nos dias 10, 20 e 30.
Os municípios coeficientes 0.6, com população até 10.188 habitantes, vão receber R$ 4,3 mil da cota extra dos depósitos judiciais. Os de população acima de 156 mil habitantes, como Mossoró e Parnamirim, R$ 28,8 mil.
A segunda cota do FPM vem baixa, praticamente confirmando a previsão de que os repasses do Fundo de Participação de outubro ficarão no mesmo patamar dos depósitos feitos em setembro. E olhe lá.
Prefeitos e secretários municipais que já se manifestaram nas redes sociais temem que outubro seja pior que setembro.
Em setembro, as prefeituras 0.6 receberam, já descontados os 20% do Fundeb, 58,1 mil da segunda cota do FPM. Em outubro, R$ 42,2 mil, segundo cálculos da Femurn.
Valores previstos para a segunda parcela do FPM de outubro, já descontados os 20% do Fundeb:
0.6….R$ 42,2 mil
0.8….R$ 60,3 mil
1.0….R$ 75,4 mil
1.2….R$ 90,5 mil
4.0….R$ 301,8 mil

10/10/2015

FPM tem queda de 19%, Lagoa de Velhos e mais 42 cidades ficaram com a cota zeradas



As prefeituras potiguares receberam a primeira parcela de outubro do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) esta semana. O repasse chegou com redução de 19,39% em termos reais quando comparado ao mesmo período do ano anterior. Além disso, 43 municípios tiveram com o FPM zerado.
O presidente da Federação dos Municípios do Rio Grande do Norte (FEMURN), Francisco José Júnior, lamenta a situação e reafirma que a entidade tem atuado firme, em parceria com a Confederação dos Municípios, para tentar reverter o quadro. “Temos realizado reuniões e mobilizações frequentes, a fim de pressionar o Governo Federal. O fundo destinado tem sido insuficiente para manutenção dos municípios, o que compromete a permanência de atividades e torna a gestão insustentável economicamente”.
Municípios com cota zerada da primeira parcela do FPM:

-ALTO DO RODRIGUES
-ANTÔNIO MARTINS
-AREIA BRANCA
-ARÊS
-BARAÚNA
-BENTO FERNANDES
-CAIÇARA DO NORTE
-CARNAUBAIS
-EQUADOR
-EXTREMOZ
-FELIPE GUERRA
-FERNANDO PEDROZA
-FLORÂNIA
-GOV.DIX-SEPT ROSADO
-GROSSOS
-IELMO MARINHO
-JANDAIRA
-JARDIM DO SERIDÓ
-JOÃO CÂMARA
-LAGOA D ANTAS
-LAGOA DE VELHOS
-LAGOA SALGADA
-MARTINS
-MAXARANGUAPE
-NISIA FLORESTA
-NOVA CRUZ
-OLHO D ÁGUA DO BORGES
-OURO BRANCO
-PARAZINHO
-PARNAMIRIM
-PAU DOS FERROS
-PEDRA GRANDE
-PEDRO VELHO
-PENDÊNCIAS
-PUREZA
-RIO DO FOGO
-RUY BARBOSA
-SANTANA DO MATOS
-SÃO BENTO DO TRAIRI
-SÃO BENTO DO NORTE
-SÃO JOSÉ DE MIPIBU
-SÃO JOSÉ DO CAMPESTRE
-SÃO RAFAEL

25/09/2015

Prefeitos paraibanos fecharam as portas e fazem mobilização nesta quinta-feira(24) em João Pessoa


Os prefeitos paraibanos fecharam as portas das prefeituras, hoje, e promovem a Mobilização Municipalista Permanente, em frente à Assembleia Legislativa da Paraíba, no Centro de João Pessoa, a partir das 9h. O movimento tem por objetivo protestar contra a política do governo federal voltada para os municípios e mostrar a real situação financeira que atravessam as prefeituras paraibanas. Às 10h, os prefeitos participam de audiência pública na Assembleia Legislativa.
A informação é do presidente da Federação das Associações de Municípios da Paraíba (Famup), Tota Guedes. Segundo ele, entre os principais pontos a serem discutidos estão os repasses do governo federal para programas mantidos nos municípios, como o Programa de Saúde da Família. Conforme a Famup, o valor per capita do Programa Saúde da Família está defasado em 58%. O programa custa três vezes mais do que a União paga aos municípios. Par a merenda escolar dos estudantes do Ensino Fundamental, segundo a Famup, o governo federal destina por aluno apenas R$ 0,30 aos municípios. A defasagem é de 32% do valor repassado pela União. Já para o transporte escolar, o valor do repasse é R$ 12,00 por mês. O programa federal acumula perda de 56,5%, e ainda há atraso nos repasses. Conforme a Famup, o governo federal mantém 397 programas que são subfinanciados.

"Tem prefeito aí que já fala até em radicalizar e entregar esses programas ao governo federal", disse Tota.

Outros assuntos a serem discutidos são a distribuição dos royalties e o pacto federativo. No Congresso, o relator do projeto do pacto federativo é o deputado André Moura (PSC/SE) e o presidente é Danilo Forte (PMDB/CE). "Tivermos várias reuniões com o relator e nessas reuniões a gente colocou 17 propostas de interesse dos municípios, e foram acatadas 12, já foi aprovado na comissão e está indo a plenário", informou Tota, que espera com isso que haja melhorias paras receitas dos municípios. Para ele, o atual modelo do pacto é perverso com os municípios.
A Famup convidou todos os 223 municípios paraibanos para a mobilização. "Eu acredito que pela dificuldade que os municípios estão passando, os prefeitos vão estar aqui no dia 24, eu não tenho dúvida que a gente vai fazer um grande evento", disse Tota.
Os prefeitos reivindicam ainda desoneração de impostos e um diálogo com o governo para discutir o impacto dos aumentos salariais, o aumento do Salário Mínimo, o Piso Nacional do Magistério, e o Piso Nacional dos Agentes Comunitários de Saúde.
"A situação está insustentável. Mais de 50 municípios receberam agora no dia 10 receberam zero na primeira cota do FPM. O dinheiro que veio foi tão pouco que só deu para ser pago o INSS", disse Tota, defendendo um encontro de contas com o INSS, porque em muitos casos a dívida dos municípios já foi paga.
Sobre o fechamento das prefeituras no dia da mobilização, a orientação da Famup é fechar apenas a parte administrativa, garantindo o funcionamento dos serviços sociais, como postos de saúde, escolas e ação social.

Famup

24/09/2015

Riachuelo/RN: Prefeitura reduz subsídios próprios e do primeiro escalão



A prefeita de Riachuelo, Mara Cavalcanti, na entrevista que concedeu à Web Rádio São Paulo, na última terça-feira, 22 setembro, informou que, devido à grave crise econômica que assola o país, atingindo também estados e municípios, vai aplicar medidas de contenção de despesas, a exemplo do que vem ocorrendo em municípios vizinhos, como São Paulo do Potengi e Elói de Souza, dentre outros.
As medidas consistem, em caráter provisório, na redução dos salários dos servidores públicos do primeiro escalão, incluindo aí o da própria prefeita e dos secretários municipais, redução essa que será em 20 % (vinte por cento) dos seus subsídios. As medidas não atingirão os subsídios do atual vice-prefeito, Caetano Sena, o qual não concordou com a redução e fez uma série de exigências não acatadas pelo município, como o pedido de demissão de cargos comissionados, essenciais para a manutenção da prestação dos serviços.
Alertou a prefeita, contudo, aos atingidos pelas medidas, que se trata de decisão em caráter provisório, e de que tão logo o país consiga sair da crise, o que vai acontecer, se Deus quiser, a redução nos subsídios será cessada.
A prefeita, ainda, agradeceu a todos que aceitaram as medidas, elogiando a compreensão, o bom senso, a solidariedade, o verdadeiro espírito público, cientes de que o País está atravessando uma grave crise econômica, cuja saída desse tempo sombrio depende da colaboração de todos os brasileiros.

Riachuelo em Ação

15/09/2015

Governo anuncia volta da CPMF para tentar arrecadar R$ 32 bilhões

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As medidas do ajuste fiscal anunciadas em Brasília nesta segunda-feira pelos ministros Joaquim Levy (Fazenda) e Nelson Barbosa (Planejamento) incluirá a ressurreição da CPMF, o chamado imposto do cheque. A volta da CPMF, aliada com a redução do IOF, trará uma receita adicional de 32 bilhões de reais, segundo os cálculos do governo. A alíquota será de 0,2%.
“Seria o caminho que traria menos distorção na economia, com menor impacto inflacionário”, disse Levy. A contribuição terá duração limitada e incidirá “tanto nas atividades produtivas como de lazer”. Segundo o ministro, outras alternativas onerariam a indústria “de forma desvantajosa”. “Após consultas com parlamentares e empresários, vimos que essa seria a forma mais eficiente”, disse. Levy afirmou que o objetivo é que a nova CPMF “não dure mais do que quatro anos” e que, se houver espaço, “nada impede que o governo reduza ou elimine” o imposto antes desse prazo.
Os recursos da CPMF será direcionados para as despesas com a Previdência. “Cada vez que fizermos uma compra, dois milésimos estarão direcionados para os pagamentos das aposentadorias e benefícios para todos os idosos”, afirmou Levy.
Segundo ele, a alíquota de 0,2% é “a mínima necessária para garantir a segurança fiscal”. “Nós já conhecemos essa contribuição. É uma contribuição que os bancos estão preparados para implementar relativamente rápido, é transparente e tem um aspecto social”.