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06/01/2021

Dona Fausta Carvalho foi a primeira mulher eleita vereadora no município de São Tomé/RN



A primeira mulher eleita vereadora do Município de São Tomé, foi a Lagoense Fausta Carvalho de Lira, para cumprir o mandato de 1958 a 1962.
Dona Fausta era a terceira filha do Fazendeiro João Marinho de Carvalho e da comerciante Ana Catarina de Carvalho, portanto, bisneta de João Anselmo, fundador de Lagoa de Velhos.
Não obstante, a atuação política daquela mulher marcaria também a sua terra natal, visto que tornar-se-ia a primeira prefeita constitucional do recém criado Município de Lagoa de Velhos, aos 34 anos de idade.
A veia política corria no sangue de D. Fausta, posto que seu bisavô paterno tenha sido vereador da Câmara de Natal por sete mandatos (1710, 1715, 1716, 1717, 1718, 1736 e 1737).
No início da década de 1960, Dona Fausta conciliava seu trabalho nos Correios, ajudava o marido nas lides da Fazenda Cruzeiro e já era mãe de cinco filhos (Vasco, José, Erta, Edna e Jonas) frutos de seu casamento com Inácio Barreto de Lira, chefe político local e apoiador do Coronel Teodorico Bezerra, cujas articulações foram essenciais para ambas as vitórias políticas.
A trajetória de D. Fausta foi marcada por uma vida pautada no respeito, na ética e no assistencialismo, sendo umas das mentoras e primeira presidente do orfanato de Lagoa de Velhos, além de haver doado os terrenos para a construção do primeiro poço da cidade, do Colégio velho, do Conj. João Leonardo, da prefeitura de Lagoa de Velhos e do ginásio Sólon Solano de Lira, a partir do espólio de herança de seu falecido marido.
Atualmente, D. Fausta está com 92 anos de idade e reside à Rua José António da Costa, 159, Centro, Lagoa de Velhos-RN.

Com informações da Página Coisas de São Tomé 

25/07/2018

Artista Lagoense Allwanderson Costa faz leilão de uma de suas obras em prol da Campanha Mãos Amigas


Após alguns meses, entre rabisco, projeto e trabalho. Apresento a todos, esta conclusão de minha tela: "A ÍNDIA MARIA" - com dimensões de 84 cm x 84 cm - pintada e pirografada. Confesso que, de longe ela não parece com sua ideia inicial, ficou melhor, assim como o seu propósito, ela seria a tela 02 das que pretendo expor". Mas, hoje, antes de partilhar o meu trabalho, deparo-me com uma "campanha" circulando nas redes sócias, principalmente dos meus conterrâneos. Com finalidade solidária, tem por nome: "MÃOS AMIGAS", tal objetivo é arrecadar fundos para uma jovem, que precisa com "urgência" comprar uma medicação de alto custo, onde o SUS não fornece. Essa medicação é fundamental para que possa dar continuidade ao seu tratamento, na luta contra o câncer. 

Diante disso, coloco-me nesta causa, dando as mãos e doando minha tela para Leilão, que através desta tenhamos outro meio de arrecadação, além dos já divulgados.

Posto agora, em minhas redes sociais: "Facebook e Instagram", quanto ao valor, deixo que você avalie quanto vale uma vida,  pergunte ao seu coração. Todos terão até o dia "10 de agosto de 2018" para dar seu lance; basta deixar em seu comentário, abaixo da foto, sua oferta e ao final desta data, o dono do maior lance vai estar levando uma peça exclusiva, e o mais importante: "ajudando a salvar uma vida e dando AS MÃOS essa causa."

“Um poder que se serve, em vez de servir, é um poder que não serve”.     
                                                                                  (Mario Sergio Cortella)

Obrigado, desde já! Aqueles que contribuírem de qualquer forma. Cada esforço servirá de incentivo à vida de alguém, que batalha diariamente para continuar vivendo.                                                                                                   (Allwanderson Costa)

OBSERVAÇÃO: SÓ SERÁ CONSIDERADO OS LANCES OFERTADOS NO MEU PERFIL, PARA QUE ASSIM POSSA SE TER UM CONTROLE TOTAL DO LEILÃO.

Clique no link abaixo e deixe seu lance:

23/10/2017

Lagoa de Velhos/RN: Fotos do Lançamento do Livro Relembranças de Ivaíta Souza

Aconteceu na noite do último Sábado(21), na Câmara Municipal de Lagoa de Velhos, Palácio José Francisco da Costa, o lançamento do Livro Relembranças, que tem como autora a Lagoense Ivaíta Souza, filha do saudoso Ex-vereador Derson Ortiz, em seu perfil do Facebook Ivaíta agradeceu a presença de todos que compareceram e contribuíram para a realização do evento.

Segue algumas fotos do evento, extraídas do perfil de seu perfil do Facebook:















06/10/2017

A jornada de Fabião das Queimadas pela arte e liberdade


Um dos primeiros grandes poetas populares do rio Grande do Norte, Fabião das Queimadas (1848-1928) tem uma história de vida extraordinária. Negro, escravo, analfabeto, ele conseguiu por meio da sua liberdade, a da sua mãe e a da sua esposa. Acompanhado de sua rebeca, circulou pelas fazendas dos coronéis cantando seus versos que falavam de pegas de boi e da vida sertaneja.
A história do potiguar, bem como seus versos - alguns nunca registrados em livro -, foi revisitada em livro pelo escritor, pesquisador e poeta paraibano Irani Medeiros. "Fabião das Queimadas - de Vaqueiro a Cantador" foi lançado nesta quinta(05), no estande da CJA Edições, na Feira de Livro e Quadrinhos de Natal (Fliq), que acontece no Complexo Cultural da UERN, na Zona Norte,entre os dias 5 e 8 de Outubro, com entrada gratuita.
Resultado de três anos de pesquisa, o livro traça um perfil  biográfico de Fabião, contextualizando vários aspectos que envolvem sua história, que começa na época do império, quando a escravidão era vigente, e vai até o período da República, na segunda década do século XX. "Fabião é o primeiro poeta popular do agreste do RN, influenciando vários que vieram depois. Estava ligado ao ciclo do couro. Analfabeto, assistia vaquejadas, pega de boi e ia pra casa compor de cabeça suas cantorias. A poesia popular nordestina começou nesse ciclo. boi e cavalo são elementos fundamentais", comenta Irani em entrevista ao VIVER.

"Fabião tocava rabeca, um instrumento primitivo, menos usual nas cantorias, que envolviam mais as violas e o pandeiro, aprendeu a tocar e cantas sozinho, ainda jovem. Nasceu com esse dom. no Brasil, a partir do que se tem de registro, deve ter sido o primeiro cantador a usar rabeca, depois vieram outros, como o cearense Cego Aderaldo", conta Irani. "Fabião foi um cara safo, apesar da carta de recomendação do Capitão José Ferreira da Rocha, ele soube circular entre os coronéis , fazendeiros, se apresentava mais nesses espaços do que nas feiras de rua".

Como as informações  sobre o poeta potiguar sempre foram poucas, o autor fez uma investigação IN LOCO pelos lugares por onde passou Fabião. Irani visitou desde a casa onde Fabião nasceu, na Fazenda Queimadas (do Capitão José Ferreira da Rocha), hoje pertencente ao município de Lagoa de Velhos, até o Sítio Riacho Fundo, na Zona Rural de Barcelona, onde o poeta viveu até a morte em decorrência de uma picada de cobra venenosa.
Irani também conversou com dois descendentes do cantador, os netos Raimundo e José Fabião, de 95 e 94 anos, respectivamente - ambos herdaram o interesse pela cantoria, o primeiro toca viola e o segundo, rabeca. Foi Raimundo que lhe passou alguns poemas do avô nunca registrados. Outros foram encontrados na pesquisa bibliográfica, em livros de Câmara Cascudo e de José Bezerra Fernandes.

"Fabião deixou uma poesia significativa. Era essencialmente oral, então muita coisa se perdeu com o tempo. O que ficou de registro foram os apologistas, pessoas de mente privilegiada que pegavam as canções de ouvido e, nas condições precárias de escrita, conseguiram passar para o papel", diz o pesquisador paraibano. Dentre os poemas mais conhecidos de Fabião, se destaca "Romance do Boi Mão de Pau", com 48 estrofes.

História cheia de lacunas

Em suas pesquisas, Irani buscou encontrar respostas para algumas questões em aberto sobre a vida de Fabião. Por exemplo, não é certo que o poeta compra a própria liberdade. "Segundo um dos netos, se especula que Fabião seja filho de uma relação do Capitão José Ferreira da Rocha com a escrava Antônia, mãe do cantador. Tanto que Fabião recebe o sobrenome do capitão (Ferreira da Rocha) e herda um pedaço de terra, dividido junto aos filhos do capitão. Talvez ele tenha ganhado do capitão a alforria por causa de seu talento como cantador e rabequeiro", argumenta o autor.
Outra confusão que se tem sobre Fabião é com relação a ele ter se casado com a sobrinha. Irani esclarece. "Fabião não teve irmãos. A não ser que se conte os dois filhos do Capitão José Ferreira da Rocha como seus legítimos parentes, o que teria sido uma loucura grande. Na verdade Fabião se casou com uma prima de segundo grau, também escrava. Ele conseguiu  comprar a alforria com o dinheiro que arrecadava das apresentações. Mas primeiro, ele comprou a liberdade da mãe", diz Irani. Depois ele pretende ampliar a pesquisa, no intuito de encontrar consensos quanto as lacunas que ainda existem sobre a biografia do poeta.

Tribuna do Norte

21/11/2016

Lagoa de Velhos/RN: O lançamento do livro "Nobrezas da Vida Agreste", foi um sucesso

Os autores do livro

Na noite do último sábado, 19 de novembro, na Câmara Municipal da cidade de Lagoa de Velhos, aconteceu um importante evento literário, o lançamento do livro "Nobrezas da Vida Agreste", escrito a quatro mãos pelos primos potengienses, Cleudia Bezerra Pacheco e Haroldo Pinheiro Borges.

A respeito do livro, afirma no seu prefácio, o escritor Diógenes da Cunha Lima: "Os autores  desta obra nos brindam com testemunhos, que compõem um precioso resgate da trajetória de João Batista Pinheiro Borges (Ieiê) e de sua família, além da história social, cultural e econômica da importante Fazenda Queimadas localizada no município de Lagoa de Velhos", no século passado.

A fina flor das famílias tradicionais daquela localidade, que prima pela intelectualidade estava presente na noite de autógrafos, a exemplo dos ex-prefeitos Dedé e Aílton, atuais prefeito e vice-prefeita, Igor e Elíria, prefeita eleita Sonyara, professores universitários, Domingos e Dinarte Aeda, jornalista Woden Madruga e esposa, familiares dos autores e convidados.

A boa música cantada por ótimos interpretes, a exemplo de Jodelci Pinheiro, Aldo, Dedé, dentre outros, abrilhantou o evento. Ao fazer uso da palavra, afirmou o escritor Haroldo Pinheiro: " A seca pode ser inclemente, porém não atinge a árvore de raízes profundas. Falo da Árvore Genealógica".

Sobre o livro escreveu o jornalista Woden Madruga, no seu Prefácio: " Folhear e ler "Nobrezas da Vida Agreste" é um reencontro com o sertão de cada um. Um canto afinado de saudades".





Silvério Alves

31/01/2015

Lagoa de Velhos/RN: Homenagem do artista Allwanderson Costa em forma de presente para a Pousada e Restaurante Casa de Reboco




Luiz Gonzaga,” O REI DO BAIÃO”

E assim chego ao fim de mais uma de minhas telas.
Um dia me falaram que no fim lembramos o começo, daí entre a difícil despedida do filho pródigo e a sensação de missão cumprida, confesso ser fácil contar como chegamos até aqui.
Lembro-me que era uma dessas tardes radiantes de domingo, estávamos na casa de Amilton, lá compartilhamos de várias coisas como os bons amigos, a aguardente, a boa prosa e a velha e companheira viola, mas diferente de qualquer outra tarde, essa nos dava a satisfação de poder dividir também da alegria de um amigo (Neguinho) ao contar sobre seu projeto e os porquês. Ouvi cada palavra atentamente e como um orgulhoso e autêntico lagoense me senti presenteado e fui logo pedindo ao mesmo que separasse um prego e um cantinho na parede para que eu pudesse retribuir.
Até então eu ainda não tinha real noção desse projeto, como sabemos, do dizer até o ser tem sempre uma diferença, às vezes para mais ou para menos e, para alegria da terrinha, nesse caso foi bem para mais. Com isso o meu retribuir agora exigia um pouco mais, já não podia ser qualquer coisa ou qualquer um. Por dias fiquei me perguntando: O que vou fazer? Fiz como referência a hospitalidade e culinária do lugar, ai lembrei-me do nosso povo nordestino, mas ainda não estava bom, eu queria o singular, um marco, algo que sozinho pudesse representar e estar à altura daquele ambiente que minha terra acabara de ganhar, pensei no conforto que ali desfrutei, então juntei conforto mais a preguiça e deu Dorival Caymmi, mas ainda não era ele. Fiquei repetindo por várias vezes o nome de batismo do lugar “CASA DE REBOCO... CASA DE REBOCO”. Daqui a pouco eu estava cantarolando uma música que dizia mais ou menos assim:
“Todo tempo quanto houver pra mim é pouco Pra dançar com meu benzinho numa sala de reboco Todo tempo quanto houver pra mim é pouco Pra dançar com meu benzinho numa sala de reboco...” Logo depois estava eu sorrindo à toa, acabava de encontrar o grande nome: LUIZ GONZAGA, O REI DO BAIÃO!
Se acertei na minha escolha ainda não sei, o que sei é que por todo esse mundão um cabra mais arretado e que faça pareia com a CASA DE REBOCO não encontrei como O REI DO BAIÃO.
O símbolo maior da música nordestina em todos os tempos e, por conseguinte, um dos grandes expoentes de nossa música popular. Ele que mostrou ao Brasil e ao Mundo como se dança e como se faz esse gênero musical genuinamente brasileiro. Idealizou a formação do trio de instrumentos, com os quais se toca o gênero: sanfona, triângulo e zabumba, para apresentações ao vivo. Incentivou e foi referência para centenas e centenas de artistas de sua geração e das gerações vindouras que passaram a compor e gravar o baião, que é gênero-referência para uma série de outros ritmos do Brasil, a exemplo do forró, xaxado, coco, marchinha junina e xote. Na década de 50, o povo "batizou" Gonzaga como Rei do Baião. E ele falou assim: “Reinado, coroa, tudo isso o baião me deu”. Estrela de ouro no meu chapéu, roupa de couro e gibão, como milagre caído do céu, me fizeram o Rei do Baião.

“Allwanderson Costa”

30/11/2014

Cultura Lagoense: Poeta Lagoense Adalberto Marinho faz homenagem ao amigo Aldo "Decente"


O ARISCO DO DECENTE

QUANDO AS VEZES ESTOU MEIO ESTRESSADO 
COM A CIDADE, O URBANO E SUA GENTE.
TOMO RUMO E SAIO APRESSADO, 
DOU DESDOBRO E PEGO A TANGENTE.
DEIXO TODO REBOLIÇO
VOU PRO ARISCO DO DECENTE.

LÁ ENCONTRO A TRANQUILIDADE,
O ABRAÇO DA RECEPÇÃO. 
TEM SOMBRA E AR DE QUALIDADE.
AMIZADE, PROSA E ANIMAÇÃO.
TAMBÉM TEM MUITA CULTURA
EM FOTO, MÚSICA E VIOLÃO.

VIDA COM SIMPLICIDADE...
“É UM LUXO” MINHA GENTE! 
PACIÊNCIA É QUALIDADE,
É SINÔNIMO DE DECENTE.

QUANDO JÁ TOU “RECARREGADO”
É HORA DE AGRADECER.
LUIZ, PELA ATENÇÃO.
A ALDO POR ME RECEBER.
UM ABRAÇO JOÃO DE ÁUREA
E SEU AUGUSTINHO ATÉ MAIS VÊ.

VOU DE VOLTA PRA CIDADE,
MAS UM DIA, DE REPENTE,
VOLTO FAZER UMA VISITA
AO ARISCO DO DECENTE.

01/10/2014

O 1º desaparecido da ditadura: há 45 anos, matavam o Lagoense Virgílio Gomes da Silva

blog - virgilio de bicicleta
Virgílio Gomes da Silva (1933-1969), um brasileiro – Foto arquivo de família

Nesta segunda-feira, 29 de setembro de 2014, fez 45 anos que agentes da Operação Bandeirante prenderam e torturaram até a morte o operário Virgílio Gomes da Silva.
Comandante militar da organização guerrilheira Ação Libertadora Nacional, Virgílio foi preso de manhã e padeceu até algum momento entre  a noite daquela segunda-feira e a madrugada do dia seguinte, 30 de setembro de 1969.
Seu corpo jamais foi devolvido à família. Conhecido pelo nome de guerra “Jonas'', Virgílio tornou-se o primeiro “desaparecido político'' da ditadura parida em 1964. Há mais de 130 deles, e muitos filhos, irmãos, mães, pais e amigos ainda sonham em se despedir dos seus mortos com um enterro digno.
Virgílio tinha 36 anos ao ser assassinado. Assim eu introduzi o seu perfil, no capítulo “O boxeur da ALN criava passarinhos'', da biografia “Marighella – O guerrilheiro que incendiou o mundo'' (Companhia das Letras):
“No Nordeste de 1930, de cada mil bebês nascidos, 193 não chegavam a um ano. As paisagens dos rincões mais miseráveis se ensombreciam com os cortejos para sepultar os 'anjinhos', corpos sem vida acomodados em pequenos caixões de madeira ou papelão _ali a mortalidade infantil batia nas centenas por milhar. Virgílio Gomes da Silva veio ao mundo em 1933, num desses sítios desgraçados, no agreste do Rio Grande do Norte. Quis o destino que driblasse a estatística fúnebre e se somasse à dos sobreviventes: das dez crianças a que sua mãe deu à luz, ele foi uma das quatro que cresceram. Não muito, na verdade: já adulto, declarou 1,62 metro de estatura ao requerer um documento. Estava no lucro, na família em que a menina Creuza, sua irmã, desmaiava de fome. Camponês retirante, em 1951 se despediu da terra infértil para tentar a sorte em São Paulo. Não lamentou sua fortuna: deu duro como camelô, contínuo e metalúrgico. Corria do bairro proletário de São Miguel Paulista, onde vivia, à praça da Sé, para queimar calorias e permanecer na categoria peso galo''.
Na biografia “Marighella'', Virgílio é o único personagem, além do protagonista, que tem direito a dois títulos de capítulos. Conto como o trucidaram em “A queda do GTA e os gritos de Jonas“.
Uma testemunha revelaria que os beleguins berravam, enquanto torturavam Virgílio:
“A guerra acabou, filho da puta!''.
O guerrilheiro, que menos de um mês antes liderara o sequestro do embaixador dos Estados Unidos, Charles Burke Elbrick, gritava de volta:
“Estão matando um brasileiro!''.
O que fizeram com um cidadão sob custódia do Estado, conforme narrei no livro:
“Daí em diante, do martírio de Jonas restaram vestígios no laudo do exame necroscópico que a ditadura ocultou. Hematomas, escoriações e equimoses escureceram rosto, braços, mãos, joelhos, tórax, abdome, o corpo inteiro. As depressões nos pulsos, típicas de dependurados no pau de arara, mediram um centímetro. O 'hematoma intenso' na 'polpa escrotal' era compatível com eletrochoques no órgão. Com bicos de calçados, tora de madeira ou pedaço de ferro, fraturaram-lhe três costelas. Na parte superior do crânio, produziram um 'hematoma intenso e extenso'. Em toda a superfície do encéfalo, um 'hematoma irregularmente distribuído'. Fraturaram e afundaram o osso frontal do crânio. A autópsia concluiu que Virgílio 'veio a falecer em consequência de traumatismo cranioencefálico (fratura do crânio)', provocado por 'instrumento contundente'. Uma fotografia mostrou o lado esquerdo da cabeça mais afundado que o direito''.
Seu cadáver foi examinado no Instituto Médico-Legal de São Paulo e sumiu em seguida. As autoridades da ditadura para sempre negaram que tivessem assassinado o brasileiro ou soubessem do seu paradeiro.
O laudo da necropsia descrevendo como ele foi morto e as fotografias mostrando-o deformado foram arquivados pela polícia política com a anotação “não podem ser informados''. Trinta e cinco anos mais tarde, descobri esse tesouro histórico no velho acervo do Dops, hoje sob guarda do Arquivo Público do Estado de São Paulo.
Poderia ter mantido o “furo'' histórico comigo, até o lançamento da biografia de Carlos Marighella, mas não conseguiria me olhar no espelho. Imediatamente, entreguei tudo à família, para que tivesse mais chances de encontrar os restos mortais do guerrilheiro. Até hoje o empenho comovente não obteve sucesso, embora ninguém jogue a toalha.
Muitos dos assassinos de Virgílio Gomes da Silva foram identificados e estão vivos, beneficiados pela impunidade que incentiva as futuras gerações a repetir a covardia.
Horas depois de matar Virgílio, a ditadura prendeu sua viúva, Ilda, e três dos filhos do casal. Tudo se passou assim:
“Também questionaram Ilda sobre Marighella. Ela portava documentação falsa. Virgílio instruíra o primogênito Vlademir, de oito anos, a se apresentar como Dorival. Virgilinho, de seis, virou Vicente. A caçula Isabel tinha quatro meses. A camionete que os transportava capotou na estrada para São Paulo, ninguém se machucou, e a mãe abraçou os filhos. Na Oban, um murro quebrou os dentes frontais de Ilda, que provou do cardápio de pau de arara e barbárie. Os sádicos inquiriam sobre o paradeiro do marido morto. Para desespero da mãe, prometeram surrar as crianças, até o bebê, e doá-las''.
“Primeiro a avistar o comboio militar em São Sebastião, o pequeno Vlademir se deu conta: 'Estou em cana'. A Oban não encaminhou os meninos aos parentes, mas à sede do Dops, onde passaram dois dias trancados. Ao sair, não foram devolvidos aos avós, com quem ficara Gregório, o irmão de um ano e nove meses que também esperava pelo embarque para Cuba. Mandaram-nos para o Juizado de Menores. Lá tratavam Vlademir pelo nome, e ele reagia:
'O meu nome é Dorival!'''
“Instada a solucionar o problema, uma tia abordou-o, e Vlademir não traiu o pai. Disse que nunca a vira mais gorda ou mais magra, e a mulher abriu o berreiro, julgando-o vítima de lavagem cerebral. Uma das maldades impostas a Ilda na Oban era anunciar Isabel, cuja amamentação fora interrompida, e em seguida dizer que a enganaram e que o bebê morreria de fome. O berçário do Juizado era iluminado por lâmpadas roxas. De madrugada, Vlademir e Virgilinho se esgueiravam até a cozinha, abasteciam a mamadeira com leite da geladeira e alimentavam a irmãzinha. Com medo de que fossem dados a famílias diferentes, os meninos passaram a dormir no chão ao lado de Isabel. Um se amarrava ao outro, e cada um prendia uma parte da roupa no berço. Se sentissem qualquer movimento, acordariam para lutar e impedir a separação.''
“Quando lhe permitiram rever o bebê na cadeia, dali a meses, a mãe se emocionou tanto que fraturou pé e tornozelo. Tempos depois, os Silva se mudaram para Cuba, onde os quatro filhos de operários se formariam na faculdade. Virgílio cultivava o hábito de assobiar ao voltar para casa. A ilusão do assovio persistiu por uma década nos tímpanos de Virgilinho. Já homem-feito, ele foi pai de um menino, que orgulhosamente batizou como Jonas.''
Blog do Mário Magalhães

22/09/2014

Lagoa de Velhos/RN: Escola Municipal São Sebastião realizou desfile para escolha do/a Mais Belo/a Estudante/2014

A Escola Municipal São Sebastião realizou na última sexta(19), o desfile para escolha do/a Mais Belo/a Estudante/2014 em comemoração ao Dia do Estudante e com o objetivo de valorizar os alunos como também a escola, despertando assim o interesse dos mesmos em melhorar a participação e aprendizagem. A escolha se deu nas categorias Mirim e Juvenil Masculino, Mirim, Infantil e Juvenil Feminino. O evento teve a organização das professoras: Luciene Félix e Ednalva Ribeiro.
O evento contou com o total apoio da Prefeitura Municipal, através do prefeito Igor Araújo, da vice Elíria Souza e do Secretário de Educação Macos Costa, e contou também com os patrocínios da diretora Joelma Mafra, Francisco Cassimiro e do Secretário de Esportes Marcos Suel(OCA).

Confira os vencedores:

Categoria Mirim Masculino/Feminino

Mais Belo Estudante Mirim/2014 – EMSS
  • Antonio Antunes Silva Carneiro – 08 anos, aluno do 2º Ano. Filho de Jailson Barreto Carneiro e Maria Cleonice da Silva Carneiro.
Príncipe Mirim/2014 – EMSS
  • Pedro Lucas Rodrigues de Araújo – 06 anos, aluno do 1º Ano. Filho de Adolfo Rodrigues Cândido e Thaís Paulino de Araújo.
Mais Bela Estudante Mirim/2014 – EMSS
  • Sarah Ingrid Carvalho Costa – 08 anos, aluna do 4º ano. Filha de Mac Donald Silva e Costa e Janiélica Viviane de Carvalho.
Princesa Mirim/2014 – EMSS
  • Isiane Andrade da Silva – 07 Anos, aluna do 2º Ano. Filha de Iran Barreto de Lira e Terezinha de Jesus Andrade

Categoria Infantil Feminino

Mais Bela Estudante Infantil/2014 – EMSS
  • Gabrielle Karoline da Silva Barreto – 12 anos, aluna do 7º Ano. Filha de Edson Barreto e Josineide Gomes da Silva.
Garota Elegância/2014 – EMSS
  • Joyce Bezerra Mafra – 11 anos, aluna do 6º Ano. Filha de João Maria Mafra Souza e Josefa Simone Bezerra Mafra.

Categoria Juvenil Masculino/Feminino

Mais Belo Estudante Juvenil/2014 – EMSS
  • José Andreilson Silva Costa – 15 anos, aluno do 6º Ano. Filho de José Wilson da Costa e Maria José da Silva Costa.
Garoto Simpatia/2014 – EMSS
  • Francisco Matheus Silva – 14 anos, aluno do 7º Ano. Filho de Francisco Anastácio da Silva e Maria das Neves de Oliveira Silva.
Mais Bela Estudante Juvenil/2014 – EMSS
  • Aline Freire da Silva – 13 anos, aluna do 5º Ano “A”. Filha de Bernadete Freire da Costa.
Garota Elegância/2014 – EMSS
  • Ellen Samara da Silva Dantas – 13 anos, aluna do 7º Ano. Filha de Francisco Dantas da Silva e Maria Roseli da Silva.
Confiram alguma fotos: