Mostrando postagens com marcador Cultura. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Cultura. Mostrar todas as postagens

23/11/2018

Senado cria conselho da comenda Luís da Câmara Cascudo

Resultado de imagem para camara cascudo
O presidente do Senado, Eunício Oliveira, instituiu, nesta quinta-feira, 22, o conselho da Comenda de Incentivo à Cultura Luís da Câmara Cascudo. A comenda foi criada por um projeto de resolução de iniciativa da senadora Fátima Bezerra, aprovado em maio deste ano.
Foram escolhidos 16 senadores, um de cada partido político com assento no Senado Federal, para apreciação das indicações e escolha dos agraciados. Todos os esforços estão sendo feitos para que a primeira edição do prêmio ocorra ainda este ano.
A Comenda será conferida anualmente a cinco personalidades, instituições e grupos que, por meio do seu ofício, de sua arte e ações, contribuam para manter vivas as tradições, a cultura popular e a história do país.
Para a autora da proposta, a comenda não só é uma forma de incentivar a cultura no país como e eternizará a memória de Luís da Câmara Cascudo, que foi um dos maiores estudiosos da cultura popular brasileira. “O Senado tem comenda na área de Direitos Humanos, de empoderamento das mulheres e, agora, nada mais oportuno do que criar esta comenda na área cultural”, disse Fátima Bezerra. “Na condição de senadora, representando o povo potiguar, chão onde Cascudo nasceu, viveu e morreu, é gratificante ter a oportunidade dessa iniciativa. Esta é uma justa homenagem ao grande brasileiro, jornalista, escritor e pesquisador, que tanto contribuiu para a cultura brasileira”, ressaltou, emocionada, a parlamentar.
O nome da comenda é uma homenagem ao escritor, historiador, professor e jornalista do Rio Grande do Norte, Luís da Câmara Cascudo (1898-1986). Cascudo é um dos mais respeitados pesquisadores do folclore e da etnografia do país, Câmara Cascudo foi autor do dicionário do folclore brasileiro e deixou sua marca em vários outros campos da literatura, como gastronomia, história e cultura da infância, o que denota a riqueza de sua pesquisa.

29/05/2018

Museu Egípcio Itinerante chega ao Natal Shopping


Já está aberto para visitação no Natal Shopping o Museu Egípcio Itinerante, com seu acervo de mais de 200 peças. São réplicas de restos arquitetônicos, riquezas encontradas nas pirâmides, ruínas e túmulos, entre outras curiosidades e mistérios que encantam adultos, jovens e crianças. As peças imitam relíquias expostas nos museus do Cairo, Alexandria, Luxor, Louvre, Londres, Berlim e Vaticano.
A exposição está montada no piso L2 em frente à Centauro e permanece até o dia 22 de agosto, seguindo o mesmo horário de funcionamento do mall, com entrada ao valor de R$ 10 (estudante) e R$ 20 (inteira). As visitas duram em média 50 minutos.
Entre as antigas civilizações, a história do Antigo Egito é a que mais chama a atenção e desperta o interesse de historiadores, curiosos e estudantes de todas as épocas. O Museu procura mostrar o que ficou durante milhares de anos escondido no meio das ruínas, sepultada nas areias, esquecida nas antigas escrituras que ninguém, até dois séculos atrás, sabia traduzir.
Através de uma linguagem acessível, é possível entrar no mundo dos Faraós e desbravar suas raízes e seu legado, que ainda tem influência no nosso tempo. No espetáculo de Som e Luz – disponível apenas para a visitação de escolas com horário previamente marcado -, as estátuas contam sua história, à medida que os estudantes são transportados ao passado. É uma maneira moderna de comunicação, que une o passado ao presente de forma clara, objetiva e dinâmica, facilitando a compreensão sobre a história do Antigo Egito.
O visitante poderá ver de perto réplicas de múmias, sarcófagos, estátuas de importantes faraós como Ramsés II, Tutmés III, Hatshepsut, Tutankhamon, rainhas Nefertiti, Cleópatra, Ty, Nefertary, deuses e deusas da antiga religião egípcia, Isis, Osiris, Anubis, Bastet, Seth e outros objetos funerários como joias, além da exposição de pinturas sobre papiros, milenar arte egípcia.
O Museu Itinerante já foi visitado por mais de um milhão de pessoas em toda a América do Sul. Além da visita interativa, também são oferecidas palestras de 30 minutos com a temática “O Egito antigo e suas principais inferências na atualidade”, além de demonstração sobre a criação do papiro.
O acervo é obra do artista plástico egípcio Essam Battal, idealizador do projeto, cujo trabalho permite à população de diversos países o conhecimento dessa fascinante civilização: os costumes, o povo, as crenças e realizações artísticas e arquitetônicas. Nascido no Egito, na cidade de Sharkia, e naturalizado no Brasil, Essam Battal, desde a infância, sempre demonstrou profunda inclinação para as artes plásticas.

06/10/2017

A jornada de Fabião das Queimadas pela arte e liberdade


Um dos primeiros grandes poetas populares do rio Grande do Norte, Fabião das Queimadas (1848-1928) tem uma história de vida extraordinária. Negro, escravo, analfabeto, ele conseguiu por meio da sua liberdade, a da sua mãe e a da sua esposa. Acompanhado de sua rebeca, circulou pelas fazendas dos coronéis cantando seus versos que falavam de pegas de boi e da vida sertaneja.
A história do potiguar, bem como seus versos - alguns nunca registrados em livro -, foi revisitada em livro pelo escritor, pesquisador e poeta paraibano Irani Medeiros. "Fabião das Queimadas - de Vaqueiro a Cantador" foi lançado nesta quinta(05), no estande da CJA Edições, na Feira de Livro e Quadrinhos de Natal (Fliq), que acontece no Complexo Cultural da UERN, na Zona Norte,entre os dias 5 e 8 de Outubro, com entrada gratuita.
Resultado de três anos de pesquisa, o livro traça um perfil  biográfico de Fabião, contextualizando vários aspectos que envolvem sua história, que começa na época do império, quando a escravidão era vigente, e vai até o período da República, na segunda década do século XX. "Fabião é o primeiro poeta popular do agreste do RN, influenciando vários que vieram depois. Estava ligado ao ciclo do couro. Analfabeto, assistia vaquejadas, pega de boi e ia pra casa compor de cabeça suas cantorias. A poesia popular nordestina começou nesse ciclo. boi e cavalo são elementos fundamentais", comenta Irani em entrevista ao VIVER.

"Fabião tocava rabeca, um instrumento primitivo, menos usual nas cantorias, que envolviam mais as violas e o pandeiro, aprendeu a tocar e cantas sozinho, ainda jovem. Nasceu com esse dom. no Brasil, a partir do que se tem de registro, deve ter sido o primeiro cantador a usar rabeca, depois vieram outros, como o cearense Cego Aderaldo", conta Irani. "Fabião foi um cara safo, apesar da carta de recomendação do Capitão José Ferreira da Rocha, ele soube circular entre os coronéis , fazendeiros, se apresentava mais nesses espaços do que nas feiras de rua".

Como as informações  sobre o poeta potiguar sempre foram poucas, o autor fez uma investigação IN LOCO pelos lugares por onde passou Fabião. Irani visitou desde a casa onde Fabião nasceu, na Fazenda Queimadas (do Capitão José Ferreira da Rocha), hoje pertencente ao município de Lagoa de Velhos, até o Sítio Riacho Fundo, na Zona Rural de Barcelona, onde o poeta viveu até a morte em decorrência de uma picada de cobra venenosa.
Irani também conversou com dois descendentes do cantador, os netos Raimundo e José Fabião, de 95 e 94 anos, respectivamente - ambos herdaram o interesse pela cantoria, o primeiro toca viola e o segundo, rabeca. Foi Raimundo que lhe passou alguns poemas do avô nunca registrados. Outros foram encontrados na pesquisa bibliográfica, em livros de Câmara Cascudo e de José Bezerra Fernandes.

"Fabião deixou uma poesia significativa. Era essencialmente oral, então muita coisa se perdeu com o tempo. O que ficou de registro foram os apologistas, pessoas de mente privilegiada que pegavam as canções de ouvido e, nas condições precárias de escrita, conseguiram passar para o papel", diz o pesquisador paraibano. Dentre os poemas mais conhecidos de Fabião, se destaca "Romance do Boi Mão de Pau", com 48 estrofes.

História cheia de lacunas

Em suas pesquisas, Irani buscou encontrar respostas para algumas questões em aberto sobre a vida de Fabião. Por exemplo, não é certo que o poeta compra a própria liberdade. "Segundo um dos netos, se especula que Fabião seja filho de uma relação do Capitão José Ferreira da Rocha com a escrava Antônia, mãe do cantador. Tanto que Fabião recebe o sobrenome do capitão (Ferreira da Rocha) e herda um pedaço de terra, dividido junto aos filhos do capitão. Talvez ele tenha ganhado do capitão a alforria por causa de seu talento como cantador e rabequeiro", argumenta o autor.
Outra confusão que se tem sobre Fabião é com relação a ele ter se casado com a sobrinha. Irani esclarece. "Fabião não teve irmãos. A não ser que se conte os dois filhos do Capitão José Ferreira da Rocha como seus legítimos parentes, o que teria sido uma loucura grande. Na verdade Fabião se casou com uma prima de segundo grau, também escrava. Ele conseguiu  comprar a alforria com o dinheiro que arrecadava das apresentações. Mas primeiro, ele comprou a liberdade da mãe", diz Irani. Depois ele pretende ampliar a pesquisa, no intuito de encontrar consensos quanto as lacunas que ainda existem sobre a biografia do poeta.

Tribuna do Norte

21/11/2016

Lagoa de Velhos/RN: O lançamento do livro "Nobrezas da Vida Agreste", foi um sucesso

Os autores do livro

Na noite do último sábado, 19 de novembro, na Câmara Municipal da cidade de Lagoa de Velhos, aconteceu um importante evento literário, o lançamento do livro "Nobrezas da Vida Agreste", escrito a quatro mãos pelos primos potengienses, Cleudia Bezerra Pacheco e Haroldo Pinheiro Borges.

A respeito do livro, afirma no seu prefácio, o escritor Diógenes da Cunha Lima: "Os autores  desta obra nos brindam com testemunhos, que compõem um precioso resgate da trajetória de João Batista Pinheiro Borges (Ieiê) e de sua família, além da história social, cultural e econômica da importante Fazenda Queimadas localizada no município de Lagoa de Velhos", no século passado.

A fina flor das famílias tradicionais daquela localidade, que prima pela intelectualidade estava presente na noite de autógrafos, a exemplo dos ex-prefeitos Dedé e Aílton, atuais prefeito e vice-prefeita, Igor e Elíria, prefeita eleita Sonyara, professores universitários, Domingos e Dinarte Aeda, jornalista Woden Madruga e esposa, familiares dos autores e convidados.

A boa música cantada por ótimos interpretes, a exemplo de Jodelci Pinheiro, Aldo, Dedé, dentre outros, abrilhantou o evento. Ao fazer uso da palavra, afirmou o escritor Haroldo Pinheiro: " A seca pode ser inclemente, porém não atinge a árvore de raízes profundas. Falo da Árvore Genealógica".

Sobre o livro escreveu o jornalista Woden Madruga, no seu Prefácio: " Folhear e ler "Nobrezas da Vida Agreste" é um reencontro com o sertão de cada um. Um canto afinado de saudades".





Silvério Alves

03/12/2014

Arraiá Brilho Potiguar realiza seu 1º ensaio para a temporada 2015 já este sábado (06)


O Arraiá Junina Brilho Potiguar, de São Paulo do Potengi, que em 2014 fez belas apresentações nos principais festivais juninos do RN, realiza no próximo sábado (06), na antiga Quadra da Paróquia, na rua Potengi, o seu 1º ensaio visando a temporada de apresentações juninas de 2015.

Este ano, o Brilho Potiguar conquistou 4 primeiros lugares nos festivais juninos: Arez, Parnamirim, João Câmara e Serra Caiada.

SPP News

30/11/2014

Cultura Lagoense: Poeta Lagoense Adalberto Marinho faz homenagem ao amigo Aldo "Decente"


O ARISCO DO DECENTE

QUANDO AS VEZES ESTOU MEIO ESTRESSADO 
COM A CIDADE, O URBANO E SUA GENTE.
TOMO RUMO E SAIO APRESSADO, 
DOU DESDOBRO E PEGO A TANGENTE.
DEIXO TODO REBOLIÇO
VOU PRO ARISCO DO DECENTE.

LÁ ENCONTRO A TRANQUILIDADE,
O ABRAÇO DA RECEPÇÃO. 
TEM SOMBRA E AR DE QUALIDADE.
AMIZADE, PROSA E ANIMAÇÃO.
TAMBÉM TEM MUITA CULTURA
EM FOTO, MÚSICA E VIOLÃO.

VIDA COM SIMPLICIDADE...
“É UM LUXO” MINHA GENTE! 
PACIÊNCIA É QUALIDADE,
É SINÔNIMO DE DECENTE.

QUANDO JÁ TOU “RECARREGADO”
É HORA DE AGRADECER.
LUIZ, PELA ATENÇÃO.
A ALDO POR ME RECEBER.
UM ABRAÇO JOÃO DE ÁUREA
E SEU AUGUSTINHO ATÉ MAIS VÊ.

VOU DE VOLTA PRA CIDADE,
MAS UM DIA, DE REPENTE,
VOLTO FAZER UMA VISITA
AO ARISCO DO DECENTE.

06/11/2014

É amanhã ....


É nesta sexta-feira, mais uma edição do Projeto Sexta Musical, em Lagoa de Velhos, em praça pública, próximo ao Bar do Doca.
A animação ficará por conta de Zíngaros MPB e Arnôr do Acordeon.
Venha e traga sua família, você é nosso convidado especial.

Apoio:
Óticas Potengi
Blog Lagoa de Velhos em Foco
Dudinha Moto Peças
Cerâmica São José
MR Rações
Professora Ana Cléia
Doca Marreira
Maciel Gás
Eilson Mafra
Oca
Dr. Jodelci Pinheiro
Igor Araújo
Elíria Souza
Ana Araújo
Karine
Dr. Porfírio
Carlos Moto Peças
Gigí
Antônio de Pepeta
Thiago Augusto
Nadine Lanches
Major Edilson
Alcidésio Araújo
Cerâmica Barcelona (Org: Júnior e Ionaldo)

04/09/2014

Lagoa de Velhos/RN: 2ª Sexta Musical será realizada nesta sexta(05)

É nesta sexta feira, 2ª Sexta Musical em Lagoa de Velhos, com a animação de Eudes dos Teclados e Edyr Dantas, próximo ao Bar do Doca, a partir das 22 horas.
Você é nosso convidado especial.
Apoio:
Blog Lagoa de Velhos em Foco, Óticas Potengi, Nadine Lanches, Doca Marreira, Kajarana Festas, Carlos Moto Peças, Carla Games, Dr. Porfírio, Cerâmica São José, Igor Araújo, Elíria Souza, Ana Araújo, Karine, Dudinha Moto Peças, Antônio de Pepeta, MR Rações, Valdinho Ortins, Major Edilson, Oca, Professora Ana Cléia e Thiago Augusto.

25/07/2014

ARIANO SUASSUNA – O DECIFRADOR DE BRASILIDADES

10499479_929007473782084_4646130326656888436_o
Nascido em 16 de junho de 1927, em João Pessoa, quando a capital paraibana ainda se chamava Nossa Senhora das Neves, Ariano Vilar Suassuna era filho de João Urbano Pessoa de Vasconcelos Suassuna, então presidente (governador) de seu estado natal, que exerceu seu mandato entre os anos de 1924 e 1928. Ariano inclusive nasceu no palácio do governo paraibano.
O velho contador de histórias do sertão tinha apenas três anos quando um fato trágico marcou sua infância. No desenrolar da Revolução de 1930, um pistoleiro de aluguel assassinou seu pai com um tiro pelas costas, numa rua do Rio de Janeiro. O assassinato foi motivado por boatos que apontavam o patriarca da família Suassuna como mandante da morte de João Pessoa Cavalcanti de Albuquerque, seu sucessor no governo, que pertencia ao grupo político oposto e serviu de estopim para a deflagração da revolução.
Um ambiente assim, com dívidas de sangue e rivalidade entre famílias, cobrava dos órfãos a vingança. Mas, um dia antes de ser assassinado, João Suassuna deixou uma carta aos nove filhos pedindo que eles não se tornassem assassinos por sua causa. Ariano Suassuna obedeceu. A mãe também ajudou, ao dizer que o pistoleiro responsável pelo crime já havia morrido (era mentira).
10557699_928484800501018_7401435754922482753_o
Com a tragédia, a família mudou-se para a pequena cidade de Taperoá, no interior da Paraíba, onde Ariano morou de 1933 a 1937. Ele herdou a biblioteca do pai e ali encontrou livros importantes para sua formação. Um dos mais significativos foi “Os sertões”, de Euclides da Cunha. A obra lhe apresentou um dos personagens que mais marcaram sua vida: Antônio Conselheiro, profeta e líder de Canudos. Foi também em Taperoá que Ariano Suassuna assistiu pela primeira vez a uma peça de mamulengos e a um desafio de viola, cujo caráter de “improvisação” seria uma das marcas registradas também da sua produção teatral.
Em 1942 foi para Recife concluir o ensino básico. Em 1946 fundou o Teatro do Estudante de Pernambuco, junto com o amigo Hermilo Borba Filho. No ano seguinte escreveu e encenou sua primeira peça teatral: “Uma mulher vestida de sol”. Em 1948, sua peça Cantam as harpas de Sião (ou O desertor de Princesa) foi montada pelo Teatro do Estudante de Pernambuco. Seguiram-se Auto de João da Cruz, de 1950, que recebeu o Prêmio Martins Pena. Neste mesmo ano Ariano formou-se em Direito e advogou até 1956, quando se tornou professor de Estética na Universidade Federal de Pernambuco (onde se aposentou em 1994). 
Em 1955 escreveu “Auto da Compadecida”, que conta as aventuras de dois amigos, Chicó e João Grilo, no Nordeste brasileiro. A peça o projetou em todo o país. Em 1962, o crítico teatral Sábato Magaldi diria que a peça é “o texto mais popular do moderno teatro brasileiro”. Sua obra mais conhecida já foi montada exaustivamente por grupos teatrais de todo o país e duas vezes para o cinema, em 1969 e 2000.
Ariano Suassuna continuou criando, escrevendo peças de teatro, romances e poesias, entre estes podemos listar “O Santo e a Porca - Casamento Suspeitoso”, de 1957, “A Pena e a Lei”, de 1959, “A Farsa da Boa Preguiça”, de 1960, e “A Caseira e a Catarina”, de 1961. Outra obra fundamental foi “Romance d’a pedra do reino e o príncipe do sangue vai-e-volta”,  é quando o escritor avança em relação à literatura regionalista dos anos 1930, representada por João Guimarães Rosa e José Lins do Rego. Mais tarde, Ariano Suassuna diria que “A pedra do reino” era de certa forma, uma tentativa de trazer seu pai de volta à vida.
Para transformar o local em simbólico e universal, Ariano aliava os valores mais arraigados de sua região a seu imenso arcabouço erudito e teórico. Com uma escrita que une elementos do Simbolismo, do Barroco e da literatura de cordel. Esse ficcionista, poeta, dramaturgo e pensador da cultura, transformou o sertão no palco das questões humanas de qualquer lugar do mundo.
10551433_10152744821332580_3970870652344204695_o
Ele foi o criador do Movimento Armorial, que possuía como projeto central a ideia de gerar uma confluência simultânea de todas as artes populares do Nordeste brasileiro. Lançado oficialmente, no Recife, no dia 18 de outubro de 1970, com a realização de um concerto e uma exposição de artes plásticas realizados no Pátio de São Pedro, no centro da cidade. Surgiu sob a inspiração e direção de Ariano Suassuna, com a colaboração de um grupo de artistas e escritores da região Nordeste do Brasil e o apoio do Departamento de Extensão Cultural da Pró-Reitoria para Assuntos Comunitários da Universidade Federal de Pernambuco. Teve início no âmbito universitário, mas ganhou apoio oficial da Prefeitura do Recife e da Secretaria de Educação do Estado de Pernambuco. Seu objetivo foi o de valorizar a cultura popular do Nordeste brasileiro, pretendendo realizar uma arte brasileira erudita a partir das raízes populares da cultura do país.
Segundo Suassuna, sendo “armorial” o conjunto de insígnias, brasões, estandartes e bandeiras de um povo, a heráldica é uma arte popular. Desse modo o nome adotado significou o desejo de ligação com essas heráldicas raízes culturais brasileiras.
A maioria de suas obras foi traduzida para outros idiomas, como francês, alemão, espanhol, inglês e holandês. Em 1989, passou a ocupar a Cadeira nº 32 da Academia Brasileira de Letras.
Ariano Suassuna foi secretário estadual de Cultura no período 1994-1998, durante o governo de Miguel Arraes (1916-2005) e assumiu o mesmo cargo, como secretário especial no primeiro mandato do governo Eduardo Campos (PSB), neto de Arraes, em 2007. Seu foco sempre foi o da valorização da cultura popular, posicionando-se também contra qualquer estrangeirismo da língua portuguesa. Mostrou ao povo brasileiro como ele é inventivo, engraçado, esperto e interessante e provou que não existe nada do lado de lá das fronteiras que possamos invejar.
Foto - Bianca Lima
Foto – Bianca Lima
Carismático e popular, Ariano Suassuna esbanjou simpatia por onde passou. Nos últimos anos apresentava por todo o Brasil suas famosas e concorridas “aulas-espetáculo”, onde ensinou formas de arte para o público e mostrou a riqueza da cultura do país, contando histórias, “causos” e piadas.
Em 2011 foi veemente no apoio ao veto ao patrocínio nas festas juninas das bandas de forró estilizadas, as chamadas “bandas de plástico”, defendido pelo secretário de Cultura do Governo da Paraíba, o cantor Chico César, que defendeu a teses que estes grupos musicais não refletiam a música nordestina. A posição do secretário gerou descontentamento nas prefeituras que promoviam os festejos juninos com o patrocínio do Estado, nos empresários e músicos das bandas de forró estilizado e gerou muita polêmica, mas Ariano esteve ao seu lado.\
Foto - Sergio Enilton
Foto – Sergio Enilton
Há uma realista descrição de Ariano feita por seu amigo, o também dramaturgo Hermilo Borba Filho:
“Magro e alto, de uma coerência extremada, radical em suas opiniões, é preciso vê-lo numa discussão com seus amigos (porque, com seus inimigos, basta ler seus artigos); zombeteiro, argumentador, desnorteante, irreverente. Vive, com a maior convicção, o preceito de Unamuno* de que o artista espalha contradições. É capaz de destruir o argumento mais sério com uma piada ou sair-se de um problema metafísico dos mais angustiantes numa conversa ligeira. Tem horror aos aparelhos modernos enceradeira, vitrola, televisão, rádio, telefones, considerando-os coisas do demônio. Gostaria de crer em Deus como as crianças crêem, mas crê com angústia, fervor e perguntas. Não vai a reuniões oficiais, coquetéis, espetáculos, mas amanhece o dia num bate-papo ou ouvindo repentistas. Tem pavor de avião e se martiriza com uma alergia que lhe dá comichões no nariz. Seu caráter é ouro de lei, e, embora o negue, esforça-se para amar os inimigos, como manda o evangelho. A arte e religião são por ele encaradas de maneira fundamental.”
*Escritor espanhol Miguel de Unamuno (1864-1936).
Fontes:

18/07/2014

Sítio Novo/RN: 2º Dia do 10º Festival de Quadrilhas Juninas acontece hoje


CRONOGRAMA E ORDEM DE APRESENTAÇÃO DO 2º DIA:
18 de Julho de 2014


HORA
NOME DA QUADRILHA
CIDADE
CATEGORIA
1
19:00
Brilho Potiguar
São Paulo do Potengi/RN
TRADICIONAL
2
19:40
Explosão Junina
Gov. Dix-Sept Rosado/RN
TRADICIONAL
3
20:20
Quadrilha Tradição Junina
São Bento do Trairi/RN
TRADICIONAL
4
21:00
Grupo Cultural Raizes do Nordeste
Lagoa de Velhos/RN
ESTILIZADA
5
21:40
Junina Juventude
Japi/RN
TRADICIONAL
6
22:20
Junina Sol Love
Serra Caiada/RN
ESTILIZADA
7
23:00
Junina Sertão
Barcelona/RN
TRADICIONAL
8
23:40
Arraia do Cabaço
Natal/RN
ESTILIZADA
9
00:20
Arraia da Claridade
Natal/RN
TRADICIONAL
10
01:00
Fantasia Multcor
Guamaré/RN
TRADICIONAL

Sítio Novo/RN: 10º Festival de Quadrilhas Juninas teve início nesta quinta(17)

Na noite desta quinta(17), foi realizada a abertura do 10º Festival de Quadrilhas Juninas de Sítio Novo/RN.
O Festival terá 3 dias de duração, 17, 18 e 19, sendo que os dias 17 e 18 serão de fase classificatória, classificando-se 3 quadrilhas estilizadas e 3 quadrilhas tradicionais, que irão disputar o primeiro lugar de cada categoria, na final que acontecerá no sábado(19).
Na noite de hoje(17), no primeiro dia de apresentações, estavam inscritas 10 quadrilhas entre estilizadas e tradicionais, mas apenas 4 compareceram para se apresentar, foram elas Arraiá Chico Ribeiro de Santa Cruz/RN (Tradicional), Quadrilhas Junina Sanfona de Ouro da cidade de Jacaraú/PB (Estilizada), Nordestina Potiguar de Canguaretama/RN (Estilizada) e Arraiá do JOSC da cidade de Lajes Pintadas/RN (Tradicional).

Confira algumas fotos:















Para ver todas as fotos Clique aqui